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Mãe de estudante revela: 'Minha filha foi agredida pelo diretor da escola'

Escola Estadual Maria José vive episódios de violência por parte de grupos, incluindo a PM, que tentam invadir a ocupação
por Redação RBA publicado 01/12/2015 18h07
Escola Estadual Maria José vive episódios de violência por parte de grupos, incluindo a PM, que tentam invadir a ocupação
Reprodução/CUT
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Katia Passos: "Vamos correr pelas vias judiciais, criminais e da área civil, para punir essa atitude violenta"

São Paulo – Um grupo não identificado invadiu hoje (1º) a ocupação dos estudantes da Escola Estadual Maria José, na Bela Vista, região central da capital paulista. Após arrombarem os portões, os alunos organizados contra a reorganização escolar, que prevê o fechamento de no mínimo 93 escolas, proposto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), chamaram a PM.

Os policiais, ao contrário do previsto pelos estudantes, ajudaram na invasão da escola, o que acabou se tornando um ato de violência generalizada, com o uso de spray de pimenta e da força contra os alunos. Em depoimento, Katia Passos, mãe de uma estudante acampada na escola, revelou para a reportagem do site da CUT São Paulo que sua filha foi agredida pelo diretor da escola, identificado como professor Vladimir.

O levante dos alunos tem sido reprimido em diversas escolas. Contudo, de acordo com o último levantamento da Apeoesp, 205 unidades de ensino permanecem ocupadas.

“É uma postura muito tirana de um diretor e educador da escola, mas nós vamos correr pelas vias judiciais, criminais e da área civil, para punir essa atitude violenta, agressiva e totalmente descabida de um educador a estudantes, em uma ocupação legítima e de direito dos alunos”, afirma Katia, que também é colaboradora dos Jornalistas Livres.

Professores, pais e alunos temem que a reorganização proposta por Alckmin pode representar um desmonte da educação pública. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) acredita que o número de escolas fechadas pode superar o indicado oficialmente pela gestão tucana. Além disso, são esperadas salas superlotadas, demissão de docentes e redução de salários decorrente de menores jornadas de trabalho.

Assista o depoimento de Katia Passos e a ação da PM na área interna da E.E. Maria José, que imobilizou o presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (Umes), Marcos Kauê.