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Campo de Libra

Em oitava visita a Minas, Dilma volta a defender leilão de Libra e modelo de partilha

No horário de atividade em Belo Horizonte, governador do estado, aliado de Aécio, estava em São Paulo dando entrevista a um jornal
por Redação RBA publicado 23/10/2013 12h10, última modificação 23/10/2013 13h28
No horário de atividade em Belo Horizonte, governador do estado, aliado de Aécio, estava em São Paulo dando entrevista a um jornal
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff

Segundo Dilma, receita do campo de Libra vai garantir a educação pelos próximos 30 anos

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff faz hoje (24) sua oitava visita do ano a Minas Gerais, terra do pré-candidato tucano à presidência da República em 2014, Aécio Neves. Como em outras ocasiões, o governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), principal aliado de Aécio no estado, não acompanhou a visita. Enquanto Dilma participa de cerimônias na capital mineira, Belo Horizonte, Anastasia estava em São Paulo, onde, segundo sua assessoria, tinha entrevista agendada no jornal O Estado de S. Paulo.

Na parte da manhã, Dilma inaugurou uma creche ao lado do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e aproveitou a cerimônia para voltar a falar dos benefícios do leilão do campo de Libra do pré-sal para o país. Em 35 anos, segundo os cálculos do governo, a exploração dessas reservas irão render R$ 1 trilhão à União - dinheiro que, por lei, está carimbado para ser usado na Educação e na Saúde.

“Precisamos de dinheiro para valorizar o professor, na formação e na remuneração. Esse dinheiro vem dos royalties do petróleo e do excedente de óleo. O governo federal e os todos os entes federados vão receber os excedentes de óleo.”

Ela também voltou a defender o sistema de partilha e a negar que o governo estude alterações para os próximos leilões.

“Quando se extrai o óleo do pré-sal, parte vai para governo e parte para as empresas. Como sabemos que ali tem muito petróleo e de alta qualidade, criou-se o modelo de partilha do óleo. O que antes ficava tudo para empresa, agora parte vai para governo, 75% fica para o Estado brasileiro. Essa parte que vai produzir uma receita significativa para país gastar, e a lei é clara, vamos nos controlar, querermos que a receita seja gasta em educação, pagando custeio, pagando formação de professor.”

Segundo Dilma, a receita gerada a partir da exploração do campo de libra irá garantir a educação pelos próximos 30 anos. “O campo de libra ele traz receita estimada de mais de R$ 1 trilhão. É esse dinheiro que vai colocar 75% em educação, fora o que veio antes e o que vai vir depois.”

Pronatec

A presidenta participou também, em Belo Horizonte, de cerimônia de formatura de dois mil alunos do Pronatec. Dilma ressaltou a importância do ensino técnico para o desenvolvimento do país. "O Brasil vai dar cada vez mais grandes passos no sentido da construção de uma nação desenvolvida, onde educação seja a grande riqueza. Nenhum país tem desenvolvimento mais elaborado se a gente não forma ou não dá oportunidades iguais."

Dilma deu o exemplo da formação na Alemanha, onde, segundo ela, a relação dentre as vagas no ensino técnico e na universidade é de um para dez. "É bom dizer que na Alemanha, que tem uma das mais sofisticadas indústrias e capacidade de inovação, há maior necessidade e formação de ensino técnico. Isso mostra a relevância que  formação técnica de qualidade faz no país, e como faz a diferença nas diferentes áreas."

Ela também afirmou que além dos recursos provenientes da exploração do pré-sal e dos royalties do petróleo, para que a Educação dê um verdadeiro salto de qualidade, será necessária vontade política. "Não basta ter dinheiro, tem de ter vontade política de realizar e melhorar a educação do país. Sobretudo no compromisso com professor educação de qualidade é igual a professor de qualidade, bem remunerado e bem formado."