Perda de ritmo

Comércio fica estável. No ano, supermercados têm alta, vestuário e veículos em queda

Dados do IBGE mostram alta modesta no ano, com resultado melhor nos itens para casa

Reprodução/Montagem RBA
Efeito isolamento: em 2020, vendas de alimentos e eletrodomésticos cresceram, enquanto as de roupas e veículos caem

São Paulo – As vendas no comércio varejista estacionaram (-0,1%) de outubro para novembro, segundo o IBGE. Na comparação com novembro de 2019, apesar do crescimento de 3,4%, o resultado mostra perda de ritmo – foi a menor variação em cinco meses. Os dados que mostram o comércio estável foram divulgados nesta sexta-feira (15) pelo instituto e mostram ainda alta modesta tanto no acumulado do ano (1,2%), como em 12 meses (1,3%). No geral, o que cresce são itens para casa, refletindo o período de isolamento.

No chamado varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, as vendas cresceram 0,6% no mês, sem mudar significativamente a situação de um comércio estável em novembro de 2020. Sobem 4,1% em relação a novembro de 2019, mas caem 1,9% no ano e 1,3% no acumulado em 12 meses.

Na comparação com novembro do ano anterior, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram resultado negativo. Os setores que incluem artigos domésticos, móveis/eletrodomésticos e artigos farmacêuticos/médicos cresceram. O segmento de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu, assim como combustíveis/lubrificantes e tecidos, vestuário e calçados. No ampliado, veículos cresceu 0,8%, primeira alta em oito meses, enquanto material de construção subiu 17%.

De janeiro a novembro, o volume de vendas de combustíveis e lubrificantes cai 10% e as de veículos, motos e peças, 15,1%. A queda é ainda maior no caso de tecidos, vestuário e calçados: 25,1%. Entre as altas, o segmento de móveis cresce 12,3% e o de eletrodomésticos, 11,3%. As vendas em hiper e supermercados registram aumento de 6,1% e as de material de construção, 10,1%.

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