Crise

Vendas do comércio têm reação em maio depois de tombo, mas tendência segue negativa

Vendas aumentaram em relação em abril, mas caem 7,2% na comparação anual. Setor que inclui supermercados e alimentos se mantém aquecido

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O setor de supermercados foi o único que cresceu em relação a maio do ano passado

São Paulo – Depois do tombo recorde em abril, as vendas no comércio varejista cresceram 13,9% em maio, maior alta da pesquisa, segundo o IBGE. Mas na comparação com maio do ano passado, o volume de vendas cai 7,2%. De acordo com o instituto, no acumulado do ano a queda é de 3,9%. Em 12 meses, o resultado mostra estabilidade.

No chamado comércio varejista ampliado, que inclui os setores de veículos e autopeças e material de construção, as vendas sobem 19,6% sobre abril e caem 14,9% na comparação com maio do ano passado. Também registram quedas no acumulado de 2019 (-8,6%) e em 12 meses (-1%).

Segundo o instituto, os dados de maio indicam recuperação após dois meses de queda, devido à pandemia. Mas essa reação não é suficiente para reverter o quadro. “No ano, o comércio continua intensificando o ritmo de queda, passando de -3,1% até abril para -3,9% até maio”, diz o IBGE. Além disso, o ritmo de crescimento em 12 meses diminuiu até ficar nulo em maio.

Vestuário reage

De abril para maio, as oito atividades pesquisadas tiveram alta. O setor que inclui tecidos, vestuário e calçados, por exemplo, cresceu 100,6%, mas sobre uma base de comparação baixa, já que houve queda expressiva no mês anterior. O segmento de móveis e eletrodomésticos cresceu 47,5%. E o que abrange hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou aumento de 7,1%.

Em relação a maio de 2019, tecidos, vestuário e calçados tem recuo de 62,5%. “O setor é um dos que mais vem sofrendo influência da pandemia, registrando a terceira taxa negativa nessa comparação”, lembra o IBGE. Em 12 meses, cai 13%.

O segmento de combustíveis e lubrificantes recua 21,5% ante maio do ano passado. “Apesar de não ter tido suas atividades afetadas diretamente pelos decretos de fechamento do comércio a partir da segunda quinzena de março, o setor teve seu resultado influenciado indiretamente pela menor circulação de veículos”, analisa o instituto. A queda em 12 meses é de 4%.

Supermercados mantêm alta

Já a atividade de móveis e eletrodomésticos caiu menos em maio (-7,1%) do que no mês anterior (-35,7%). Em 12 meses, ainda mantém resultado positivo, embora menos intenso (1,2%).

O setor que inclui hipermercados, supermercados e alimentos é o único que registra crescimento em relação a maio de 2019: 9,4%, quarto resultado positivo seguido. “Atividade essencial, o setor manteve as lojas físicas abertas durante o período de quarentena”, lembra o IBGE. Cresce 5,2% no ano e 2,7% no acumulado dos últimos 12 meses.

Vendas de veículos caem

Por sua vez, as vendas de veículos, motos, partes e peças caíram 39,1% ante maio de 2019, terceira queda seguida. O setor cai 22,5% no ano e 4% em 12 meses.

Por fim, o segmento de material de construção, depois de tombo recorde em abril (-21,1%), caiu menos, -5,2%. A retração no ano é de 6,7%, um pouco menos intensa que no mês anterior (-7,1%). Em 12 meses, recua 0,6%.


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