Insuficiente

Auxílio emergencial é prorrogado por dois meses

Apesar da extensão do auxílio, parlamentares de oposição defendem que o programa continue até dezembro

EBC
Decreto do governo federal acrescenta ainda que o prazo de cadastro para receber o auxílio é até esta quinta-feira (2). A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou o calendário de pagamentos

São Paulo – O auxílio emergencial de R$ 600 foi prorrogado por dois meses, para trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família. O decreto foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial da União.

Entretanto, o governo pagará o auxílio de forma parcelada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que serão quatro parcela, que totalizam os R$ 1.200. A divisão será feita assim: R$ 500 no início do mês,; R$ 100 no fim do mês, R$ 300 no início e os últimos R$ 300 no fim do mês.

O decreto do governo federal acrescenta ainda que o prazo de cadastro para receber o auxílio é até esta quinta-feira (2). A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou o calendário de pagamentos.

Apesar da extensão do auxílio, parlamentares de oposição afirmam que o pagamento dos R$ 600 até setembro não ajuda os brasileiros e defendem que o governo federal continue com o programa até dezembro.

“Tem gente que ainda nem recebeu a primeira parcela do auxílio emergencial, e Jair Bolsonaro anunciando que vai pagar por mais 2 meses apenas. Como se a crise fosse acabar num passe de mágica até setembro. É um deboche. Nossa proposta é pagar os R$ 600 pelo menos até dezembro”, escreveu o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ).

Rejeição de Bolsonaro

A reprovação de Jair Bolsonaro, na crise do novo coronavírus, é elevada até entre os brasileiros que recebem o auxílio emergencial, de acordo com pesquisa Datafolha.

De acordo com os dados da pesquisa, entre os que pediram e já receberam pelo menos uma parcela do auxílio financeiro, 49% consideram o trabalho do presidente ruim ou péssimo.

No projeto inicial sobre o auxílio, o governo defendeu o valor de R$ 200, mas foi derrotado por pressão da oposição, após negociações com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).


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