IPCA-15

Alimentos têm alta, energia e gás caem. ‘Prévia’ da inflação fica estável em junho

Itens domésticos e alguns alimentos subiram de preço. Combustíveis, energia e passagens aéreas caíram

Reprodução/Montagem RBA
Em junho, preços de produtos de informática e de alimentos como carne, cebola e feijão subiram

São Paulo – Depois de despencar (-0,59%) em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou praticamente estável neste mês, variando 0,02%. Foi o menor resultado para junho desde 2006. Com isso, segundo o IBGE, que divulgou os resultados hoje (25), a “prévia” da inflação soma 0,37% no ano. Em 12 meses, atinge 1,92%.

De acordo com o instituto, cinco dos nove grupos que compõem o indicador tiveram deflação. Destaque para Transportes, com variação de -0,71%, o que teve impacto de -0,14 ponto percentual no índice de junho. Já o grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,47%, com impacto de 0,09 ponto.

Mas a maior variação mensal foi de Artigos de Residência: 1,36%, e impacto de 0,05 ponto. Itens de TV, som e informática registraram nova alta, de 5,29% (ante 2,81% em maio) e representaram impacto de 0,04 ponto. Já eletrodomésticos e equipamentos foram de 0,89%, no mês anterior, para 3,36%. Na outra ponta, itens de mobiliário voltaram a cair (de -1,82% para -2,32%) e tiveram impacto de -0,02 ponto.

Passagem aérea

Em Transportes, segundo o instituto, a principal influência veio dos preços das passagens aéreas, que caíram -26,08% (-0,12 ponto). “Todas as áreas pesquisadas apresentaram queda de preços, que foram desde os -34,37% em Belém até os -15,85% em Fortaleza”, relata o IBGE, lembrando que a coleta é feita com dois meses de antecedência. Ou seja, a variação reflete preços de abril para viagens em junho.

Os preços dos combustíveis caíram pelo quarto mês seguido. Agora, a queda foi de 0,34% (-0,02 ponto). A gasolina recuou 0,17%, o etanol caiu 0,49% e o óleo diesel, 4,39%. Por outro lado, o gás veicular subiu 0,84%. O seguro de veículos teve queda de 2,27% (-0,02 ponto) e o táxi também recuou, principalmente pelo cancelamento de reajuste no Rio de Janeiro. E o metrô subiu 0,35%, com aumento da passagem também no Rio.

Em Habitação, grupo de maior peso, a variação foi de -0,07%, com recuo de 0,48% no item energia elétrica (-0,02 ponto). O gás encanado caiu 0,50%, em média, com redução no Rio e alta em São Paulo. Já o item água e esgoto aumentou 0,11%, com reajuste realizado em Brasília no início do mês.

Lanche mais caro

Alimentação e Bebidas teve alta (0,47%) influenciada, principalmente, por itens para consumo no domicílio, que subiram 0,56%. O IBGE cita produtos como batata inglesa (16,84% e 0,04 ponto), carnes (1,08%), cebola (14,05%) e feijão carioca (9,38%). Tiveram queda itens como tomate (-12,36%), cenoura (-12,05%) e frutas (-0,80%). 

Comer foram ficou 0,26% mais caro, ante 0,13% em maio. A alta do lanche passou de 0,64% para 0,82%.

Entre as regiões, quatro das 11 tiveram deflação. O maior índice foi apurado na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,27%). E o menor, em Belém (-0,20%). Não houve variação, de acordo com a “prévia” da inflação, em São Paulo.

O IPCA e o INPC deste mês serão divulgados em 10 de julho.