De lado

Produção industrial oscila nas regiões brasileiras, em ano negativo para o setor

Com recuo de 1,1% na atividade em 2019, alguns locais mostram bom desempenho e outros têm retração

Agência Brasil/arquivo
Setor industrial oscilou em 2019 e a anunciada 'retomada' não veio

São Paulo – Em um ano com redução da atividade industrial (-1,1%), a produção caiu em sete dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com altas em outros sete e estabilidade (0,2%) no estado de São Paulo.  As principais quedas em 2019 foram apuradas no Espírito Santo (-15,7%) e em Minas Gerais (-5,6%). E as maiores altas, no Paraná (5,7%) e no Amazonas (4%), conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (11).

Em dezembro, na comparação com igual mês de 2018, a atividade cai 1,2%, também com recuo em sete locais e novamente com destaque para Espírito Santo (-24,8%) e Minas Gerais (-13,6%). Em São Paulo, a retração foi de 1,6%. O IBGE apurou alta no Amazonas (12,2%), no Rio de Janeiro e no Ceará (4,5% nos dois casos), entre outros.

Já na passagem de novembro para dezembro, quando houve queda de 0,7%, o instituto registrou resultado negativo em 12 dos 15 locais. Os mais acentuados foram em Mato Grosso (-4,7%), no Rio de Janeiro (-4,3%) e em Minas Gerais (-4,1%). Houve recuo de 0,9% em São Paulo. Entre as altas, Paraná (4,8%) e Pará (2,9%).

Qualificação

Segundo pesquisa divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cinco em cada 10 empresas têm problemas com falta de trabalhadores qualificados. Essa porcentagem era de 66% em 2013, quando a taxa de desemprego era menor. Segundo a entidade, esse problema “deve se agravar à medida que aumentar o ritmo de expansão da economia e se tornará um dos principais obstáculos ao crescimento da produtividade e da competitividade do país”. A pesquisa foi feita com 1.946 indústrias.

“De imediato, é necessário um esforço de qualificação e de requalificação da força de trabalho. No longo prazo, é preciso intensificar os esforços para melhorar a qualidade da educação básica no Brasil, priorizando a educação profissional”, afirma a CNI. Na indústria de transformação, segundo a confederação, o setor que mais enfrenta problemas é o de biocombustíveis. Em seguida, vem o setor de móveis. Em terceiro, vestuário e produtos de borracha.

Entre as empresas que pontam dificuldades, a principal ocupação procurada é a de operador. Depois vêm trabalhadores de nível técnico, profissionais para vendas e marketing, administrativos, engenharia, gerencial e pesquisa e desenvolvimento.

 

 

 

 

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