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Negócio avançado

Caoa assina compromisso para ficar com fábrica da Ford em São Bernardo do Campo

Grupo brasileiro afirma interesse em produzir caminhões e não descarta automóveis no futuro. Negócio deve ser concluído em 45 dias
Publicado por Paulo Donizetti de Souza, da RBA
18:43
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Metalúrgicos se despedem da linha de produção do Fiesta, em junho. Muitos trabalham para permanecer na nova unidade

São Paulo – O termo de compromisso para a compra da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo (SP), pelo grupo Caoa foi assinado nesta terça-feira (3), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, considera a assinatura da intenção de compra por parte da Caoa, ainda que não seja a decisão já sacramentada, mais um passo para que o negócio seja fechado. O prazo para a efetivação do processo de compra é de 45 dias.

Os dirigentes metalúrgicos acompanharam o anúncio, com a presença do governador João Doria, do presidente da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, e do presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters. A entidade sindical apresenta propostas de viabilidade econômica para o aproveitamento da planta – e para a respectiva absorção dos empregados que ainda permanecem da Ford – desde a decisão da Ford de deixar a região.

Inicialmente, o interesse da Caoa é instalar na unidade de São Bernardo do Campo uma linha de produção de caminhões. Não está descartada a evolução para um projeto maior, envolvendo a produção também de automóveis.

A Ford ainda emprega cerca de 1.200 dos 2.600 empregados que mantinha no início do ano. O sindicato negocia a absorção dos funcionários, por meio da participação no programa de seleção da futura controladora – inclusive dos que deixaram recentemente a Ford.

Wagnão avalia que sejam necessários pelos menos 800 funcionários para manter uma linha de produção de caminhões. “Acredito que os próximos 45 dias são um prazo razoável para se acertem os muitos detalhes que envolvem um processo gigantesco de negociações. Temos que manter a nossa mobilização, junto com a expectativa de que a compra se consolide e se abram oportunidades tanto de manutenção dos empregos como para toda a economia da região”, diz o presidente do sindicato.


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