Home Economia Alimentos e combustíveis seguram inflação na cidade de São Paulo
Custo de vida

Alimentos e combustíveis seguram inflação na cidade de São Paulo

Segundo o Dieese, ICV caiu em junho e soma 2,96% em 12 meses; inflação aumentou mais para famílias de menor renda
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
14:59
Compartilhar:   
Reprodução

Preços da laranja e de outras frutas caíram no mês passado na capital paulista, segundo o Dieese

São Paulo – Com redução em preços de alimentos e combustíveis, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Dieese para o município de São Paulo, variou -0,21% em junho, segundo informou o instituto nesta sexta-feira (5). A taxa subiu 1,63% no primeiro semestre, com alta de 2,96% em 12 meses. Nesse período, a inflação aumentou mais para famílias de menor renda, que fazem parte do estrato 1 do ICV: 3,52%. O 2, intermediário, subiu 3,15%, enquanto o 3 teve variação de 2,69%.

De acordo com o Dieese, os grupos que mais contribuíram para o resultado mensal foram Transporte (-1,06%), Alimentação (-0,28%) e Habitação (-0,07%), justamente os de maior peso na composição do índice. Também tiveram queda Vestuário (-0,38%) e Recreação (-0,55%). Quatro grupos registraram alta: Equipamento Doméstico (0,39%), Despesas Pessoais (0,26%), Saúde (0,23%) e Educação e Leitura (0,08%).

Em Alimentação, que pesa quase 31% no conjunto do ICV, o Dieese apurou queda de 0,71% nos produtos in natura e semielaborados e alta de 0,16% para alimentação fora do domicílio. No primeiro caso, caíram os preços de frutas (-3,47%, incluindo maracujá, melão, laranja e limão), grãos (-2,30%, com queda do feijão e aumento no caso do arroz), carnes (-0,37%) e hortaliças (-0,24%), com alta do leite in natura (0,25%), raízes e tubérculos (0,84%), aves e ovos (0,99%) e legumes (1,80%).

O preço médio da gasolina subiu 1,96% e o do álcool, 5,30%. O instituto apurou alta em seguros e convênios médicos (0,20%) e nas consultas médicas (0,65%).

Três grupos acumularam alta acima da média no primeiro semestre: Alimentação (2,57%), Educação e Leitura (2,07%) e Recreação (1,77%). Em 12 meses, Alimentação também fica acima do índice geral (3,98%), além de Habitação (3,60%), Educação e Leitura (3,34%) e Despesas Pessoais (3,14%).

Em um ano, comer fora de casa ficou 5,36% mais caro, sendo 5,53% para refeições e 5,16% para lanches. Legumes subiram 21,82% e grãos, 13,26%.