Home Economia Estável em abril, produção industrial tem nova queda em relação a 2018
Marcha à ré

Estável em abril, produção industrial tem nova queda em relação a 2018

Segundo o IBGE, rompimento da barragem de Brumadinho afetou segmento de indústrias extrativas
Publicado por Vitor Nuzzi, da RBA
13:19
Compartilhar:   
Isac Nóbrega/PR

Tragédia de Brumadinho, em janeiro, também influenciou mais um resultado negativo da atividade industrial

São Paulo – A produção industrial registrou pequeno avanço de março para abril, 0,3%, depois de recuar 1,4% no mês anterior. Mas na comparação com abril de 2018, tem queda de 3,9%, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (4) pelo IBGE. Nos primeiros quatro meses do ano, o recuo é de 2,7%. Em 12 meses, cai 1,1%. “Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011”, diz o instituto.

No mês, tiveram alta três das quatro categorias pesquisadas e 20 dos 26 ramos. Destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%), que haviam tido queda em março. Além disso, tiveram expansão bebidas (3,4%) e metalurgia (1,7%). Entre as quedas, o setor extrativo recuou 9,7%, a quarta retração consecutiva, enquanto coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 2%.

Na comparação com abril do ano passado, o IBGE apurou resultado negativo em três das quatro categorias, 13 dos 26 ramos, 40 dos 79 grupos e em 52,8% dos 805 produtos pesquisadas. A atividade extrativa caiu 24%, “pressionada, em grande medida, pela menor fabricação dos itens minérios de ferro, refletindo, em grande parte, os efeitos do rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Brumadinho (MG) ocorrido em janeiro”. O setor de produtos alimentícios teve recuo de 4,8% e coque/petróleo, de 4,1%.

Entre os 12 setores com alta em relação a abril de 2018, o instituto cita, entre outros, máquinas e equipamentos (4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,9%), bebidas (5,2%) e produtos de metal (5,4%).