Encontro

Em Brasília, cooperativas cobram políticas públicas de incentivo ao setor

Representantes do setor estão reunidos em Seminário Nacional do Cooperativismo e da Economia Solidária, para unificar pauta e estabelecer estratégias políticas e econômicas

Assessoria de Comunicação da Unicopas
Outra economia possível. Entre as demandas, setor pede a intermediação da Câmara, como forma de encaminhar a elaboração de políticas que fortaleçam as atividades desenvolvidas pelo cooperativismo, em que o lucro deixa de ser o objetivo

São Paulo – Representantes de quatro grandes organizações cooperativas de atividades solidárias de economia participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (22), para cobrar do Legislativo políticas públicas e o papel de intermediar as reivindicações do setor que busca ser reconhecido como um segmento formal da economia. O encontro integra o Seminário Nacional do Cooperativismo e da Economia Solidária, evento organizado pela União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), e que vem sendo realizado desde o dia 20 até está quinta-feira (23), para unificar a pauta e estabelecer estratégias políticas e econômicas em defesa e pelo aprimoramento do setor.

“Acabaram com o espaço de diálogo que nós tínhamos com o Executivo quando fecharam os conselhos (…) Portanto, nós vamos pautar esse governo”, explica o presidente da Unicopas, Arildo Mota Lopes, ao repórter Uélson Kalinovski, do Seu Jornal, da TVT, sobre a intenção do seminário frente aos retrocessos impostos pelo governo federal, por exemplo, com a imposição da Medida Provisória (MP) 870 que paralisou o Conselho Nacional de Economia Solidária.

De acordo com a entidade, hoje, estima-se que esse setor empregue quatro milhões de pessoas, e o objetivo é que o segmento do cooperativismo e da economia solidária cresçam ainda mais pela participação dos jovens, a partir do estímulo à formação empreendedora em parceira com as escolas locais, além do acesso ao crédito, como propõe a secretaria de juventude da Unicapes de Minas Gerais, Mariana da Silva Caetano.

“Isso incentivo o jovem a continuar no seu território, mostrar também que ele não é obrigado a ficar, mas, se assim quiser, ele terá condições de trabalhar, fazer o processo de autoconhecimento do campo, e com isso tem a sucessão rural, evitando o êxodo”, afirma.

Assista à reportagem da TVT