6,50%

Na primeira reunião do ano, Copom mantém taxa de juros

Decisão, unânime, já era esperada. Mas crescem apostas de alta até o final de 2019

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copom

Comitê do Banco Central não surpreendeu, mantendo mais uma vez a taxa básica de juros

São Paulo – Na primeira reunião sob novo governo, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) também não surpreendeu e manteve a taxa básica de juros em 6,50% ao ano. A decisão, unânime, foi anunciada no início da noite desta quarta-feira (6), ao final de dois dias de encontro.

Entre observadores, a aposta na manutenção da Selic era unânime. Mas muitos acreditam em elevação até o final deste ano. A taxa está em 6,50% desde março do ano passado.

De acordo com o Copom, indicadores recentes “continuam evidenciando recuperação gradual da economia brasileira”. A autoridade monetária considera que o cenário externo segue “desafiador, mas com alguma redução e alteração do perfil de riscos”. 

A próxima reunião será realizada em 19 e 20 de março.

Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o resultado do Copom indica “que o novo governo vai seguir prestando um desserviço à classe trabalhadora e à sociedade brasileira”. Com a manutenção da taxa pela sétima vez seguida, “só podemos crer, infelizmente, que a política econômica continuará sendo a mesma adotada pelo governo anterior, ao atender única e tão somente aos interesses dos banqueiros e dos grandes especuladores”, afirma.

Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que as “reformas” vão abrir espaço para redução de juros. Ele citou especificamente a da Previdência Social.

Novo presidente

O Senado recebeu hoje mensagem de Jair Bolsonaro indicando o economista Roberto Campos Neto para a presidência do BC, no lugar de Ilan Goldfajn. Depois de lida em plenário, a mensagem seguirá para análise na Comissão de Assuntos Econômicos, que vai sabatinar o candidato. Atual assessor do ministro da Economia, Paulo Guedes, o provável futuro presidente é neto do economista liberal, diplomata e escritor Roberto Campos, que foi ministro do governo Castello Branco.