Esclarecimento

Associação de funcionários contesta fala de Bolsonaro sobre ‘caixa preta’ do BNDES

Entidade destaca que o banco presta contas regularmente para vários órgãos de controle e está sob investigação há quatro anos, sem nenhuma evidência de corrupção dos funcionários

Divulgação
BNDES

Em relação ao “sigilo bancário”, associação diz que banco cumpre normas previstas em lei

São Paulo – Após o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmar, nesta quarta-feira (7), que irá “abrir a caixa preta do BNDES” assim que tomar posse, a Associação dos Funcionários do banco (AFBNDES) emitiu nota contestando as insinuações “em prol da qualidade do debate público”.

A entidade destaca que o BNDES divulga suas operações de “forma ampla e transparente” por meio do seu portal na internet, com informações dos clientes, valor da operação, projeto apoiado, taxa de juros, prazos e garantias oferecidas.

A associação ressalta que o banco presta contas com frequência ao Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), além de estar sob investigação, há quatro anos, por diversos órgãos de controle, Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), a operação Lava Jato e auditoria independente.

“Não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção”, afirma a associação.

Íntegra da nota

Em razão das declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, divulgadas ontem (7), quando afirma que vai abrir os sigilos bancários do BNDES na primeira semana de governo, a Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) entende serem necessários esclarecimentos em prol da qualidade do debate público.

Em relação ao “sigilo bancário”, o BNDES cumpre normas previstas em lei. Não foi formulador, criador ou demandante, pois o tema é normatizado pela lei complementar 105, de 10/1/2001.

O BNDES divulga suas operações de forma ampla e transparente, sem paralelo com qualquer outro banco. Estão disponíveis no portal institucional informações sobre cliente, valor da operação, projeto apoiado, taxa de juros, prazos e garantias.

Com relação a referências à “caixa preta” do BNDES, é importante esclarecer que, além de prestar contas regularmente ao Bacen, CVM, CGU e TCU, o Banco vem sendo investigado, há quatro anos, por diversos órgãos de controle e foi submetido à três CPIs, operação Lava Jato, operação Bullish, Comissões de Apuração Interna e auditoria independente. Até o momento, não há nenhuma evidência que comprometa a atuação dos empregados do BNDES em qualquer esquema de corrupção.

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