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Trabalhadores traçam plano de ação para fortalecer indústria nacional

Projeto defende política industrial que promova desenvolvimento regional com criação de empregos de qualidade e renda digna, e que seja alinhada com a preservação do meio ambiente

EBC
Indústria

Documento defende que o fortalecimento da indústria também deve combater a desigualdade social

São Paulo – O Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID-Brasil) lançou, na última sexta-feira (14), documento que traça um plano para fortalecer a indústria nacional nos próximos 10 anos. O objetivo é defender uma política industrial alinhada com a preservação do meio ambiente, promover o desenvolvimento regional e empregos de qualidade.

O TID-Brasil é uma iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT em São Paulo, a FEM-CUT,  com o objetivo de articular os trabalhadores na indústria em suas lutas e pautas. O instituto reúne ainda outras cinco entidades nacionais de trabalhadores de setores industriais.

“É importante fortalecer a indústria porque é um setor que alavanca outros setores da economia. Ela desenvolve tecnologia e gera ganho de produtividade que transbordam para os outros setores da economia. Se não investir na indústria, dificilmente a gente vai conseguir ter um crescimento sustentável também em outras áreas”, afirma Adriana Marcolino, socióloga do Dieese.

O documento defende que o fortalecimento da indústria também deve combater a desigualdade social e melhorar a qualidade de vida das pessoas, com soluções para corrigir os déficits de habitação, educação e saúde. “Países industrializados são países de renda média subindo para renda alta. Se você ficar somente com uma indústria intermediária e secundária, será um país pobre. Para isso é preciso ter financiamento”, explica o presidente do TID-Brasil, Rafael Marques.

O programa “Indústria 10+” surgiu a partir das demandas do “Seminário Desafios da Indústria no Brasil e dos Trabalhadores e Trabalhadoras” e da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, de autoria de centrais sindicais, com um total de 22 propostas, sendo sete delas relacionadas à indústria.

De acordo com Rafael, o objetivo é debater o plano industrial dos trabalhadores com outros setores da sociedade. “Uma indústria relevante brasileira, em sintonia com os países do mundo industrializado, só vai existir se tiver decisão política para isso. Não há nenhum país com uma indústria forte sem o Estado desse país apostar fortemente nela”, conclui.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT: