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Custo de vida

Gás, energia e planos de saúde sobem, mas IBGE aponta deflação em agosto

por Redação publicado 06/09/2018 10h44
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inflação

Cada vez mais caro e de difícil acesso para a população mais pobre, gás de cozinha teve novos aumentos de preço

 São Paulo – Com queda na maioria dos itens, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou -0,09% em agosto, menor taxa para o mês em 20 anos, segundo o IBGE, que divulgou os resultados nesta quinta-feira (6). O acumulado no ano está em 2,85%, acima de igual período de 2017 (1,62%). Em 12 meses, vai a 4,19%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou estável (0%). Agora, soma 2,83% no ano e 3,64% em 12 meses.

O grupo de maior peso na composição do IPCA, Alimentação e Bebidas, caiu 0,34%, na segunda deflação seguida. Os alimentos para consumo em domicílios variaram -0,72%, com destaque para itens como cebola (-22,19%), batata inglesa (-11,89%), tomate (-4,84%), feijão carioca (-2,14%) e carnes (-1,52%). Tiveram alta o (2,51%), macarrão (2,47%), queijo (1,30%), refrigerante (0,96%) e frutas (0,60%).

A alimentação fora de casa subiu menos, de 0,72% em julho para 0,32%. O lanche passou de 1,40% para 0,77% e a refeição, de 0,39% para 0,23%.

O principal impacto negativo foi do grupo Transportes (-1,22%), representando -0,23 ponto percentual no resultado do mês. A passagem aérea, cujo preço havia subido 44,51% no mês anterior, caiu 26,12%. Também tiveram redução de preço o etanol (-4,69%) e a gasolina (-1,45%).

Entre as altas, Habitação aumentou 0,44%, menos do que em julho (1,54%). Efeito da menor variação das contas de luz, de 5,33% para 0,96%. Mesmo assim, esse item teve o maior impacto no resultado geral (0,04 ponto). A tarifa de água e esgoto subiu 0,99% e o gás encanado, 1,17%. Os planos de saúde aumentaram 0,81% no mês.

Nas regiões, a maior taxa foi apurada no município de Goiânia (0,30%) e a menor, em Brasília (-0,72%). Na região metropolitana de São Paulo, o IPCA de agosto variou 0,12%, somando 4,85% em 12 meses.