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Privatização

Eletricitários do sistema Eletrobras paralisam atividades por 72 horas

Protesto ocorre em seis estados do Norte e Nordeste. Na próxima quinta-feira (30), mais três distribuidoras de energia podem ir a leilão
por Redação RBA publicado 28/08/2018 17h08, última modificação 28/08/2018 17h40
Protesto ocorre em seis estados do Norte e Nordeste. Na próxima quinta-feira (30), mais três distribuidoras de energia podem ir a leilão
Arquivo EBC
Eletrobras

Paralisação visa chamar atenção para o desmonte do Sistema Eletrobras promovido pelo governo de Temer

São Paulo – Os eletricitários decidiram paralisar atividades por 72 horas, desta terça (28) até a quinta-feira (30). A ação ocorre após a suspensão da liminar que impedia o processo de privatização das distribuidoras de energia da Eletrobras. Dia 30 também é a data do próximo leilão e, por isso, está sendo convocado um Dia Nacional de Luta contra a privatização, com a participação dos trabalhadores de todas as empresas do Sistema Eletrobras.

No último dia 20, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Brito Pereira, suspendeu a liminar de segunda instância que barrava o processo de venda das distribuidoras, atendendo pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Dessa forma, a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e a Boa Vista Energia, de Roraima, podem ser vendidas nesta quinta.

O leilão da Amazonas Distribuidora de Energia está previsto para 26 de setembro. Por enquanto, a única distribuidora já vendida é a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), leiloada dia 26 de julho para a empresa Equatorial, que já controla empresas do setor no Maranhão e no Pará.

Em nota, a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) conclamou os trabalhadores do ramo a participar da mobilização, destacando que a luta contra a privatização do Sistema Eletrobras é fundamental, “especialmente das distribuidoras de energia, que têm um papel estratégico na nossa soberania energética, sendo as indutoras do crescimento econômico e social nas regiões Norte e Nordeste”.

“A sociedade brasileira precisa ser alertada do profundo processo de desnacionalização do setor elétrico e da entrega deste patrimônio a grupos estrangeiros da Espanha, Itália e China. Por isso, a paralisação de 72 horas, aliada ao esforço conjunto na esfera política e jurídica, será fundamental nessa luta”, conclui a nota da entidade.

Na Pressão

Em defesa do patrimônio público, como as distribuidoras da Eletrobras e os campos de petróleo do pré-sal, trabalhadores eletricitários e petroleiros lançaram uma campanha on-line para pressionar os senadores a votarem contra os projetos de lei que permitem a venda das estatais.

Pelo site Na Pressão, é possível enviar mensagem de forma individual para cada senador, ou encaminhar, de uma única vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da venda do patrimônio público.