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Ascensão para quem?

Brasil ocupa a segunda pior posição em ranking da OCDE sobre mobilidade social

Mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide
por Redação RBA publicado 18/06/2018 14h18, última modificação 18/06/2018 14h29
Mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide
CC 2.0 Vilar Rodrigo
Permanente desigualdade social

Estruturas econômica, educacional e tributária dificultam a ascensão social das classes mais baixas do país

São Paulo – Estudo sobre Mobilidade Social recém-divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que as famílias pobres brasileiras levariam nove gerações para alcançar a renda média do país, posicionando o Brasil na segunda pior posição em comparação a outras 29 nações analisadas. De acordo com o levantamento, mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide, somente 7% chega ao segmento dos 20% mais ricos.

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, afirmou em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual, que o baixo índice de mobilidade é alimentado, entre outros fatores, pela baixa qualidade da educação brasileira e por conta da estrutura tributária regressiva.

"A mobilidade no Brasil é impedida fundamentalmente por que, de um lado, a gente tem uma estrutura econômica muito desigual, portanto com uma distância muito longa (entre um segmento e outro). E, por outro lado, uma educação que não consegue ofertar uma participação com qualidade para os jovens, e uma estrutura tributária que retira a renda dos pobres e permite que os mais ricos reproduzam sua condição socioeconômica", ponderou Clemente.

Ouça a entrevista na íntegra: