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Trabalhadores da economia solidária reivindicam política nacional para o setor

Entidade diz que modalidade integra 3 milhões de pessoas. 'No cooperativismo, o sócio é trabalhador e, ao mesmo o tempo, é dono do empreendimento. Em momentos de crise, não somos mandados embora'
Publicado por Redação RBA
09:43
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Divulgação/Unicopas
Unicopas Paul Singer

Representantes da Unicopas também homenagearam o professor Paul Singer, precursor da economia solidária no país

São Paulo – Trabalhadores em cooperativas solidárias e representantes da União Nacional das Organizações e Cooperativas Solidárias (Unicopas) se reuniram nesta quinta-feira (17) em Brasília para o lançamento da plataforma Por um Brasil Cooperativo e Solidário. Eles também cobraram a aprovação de projeto de lei que cria uma política nacional para o setor. 

A Unicopas, que reúne as quatro centrais de cooperativismo solidário do país (Unisol, Unicafes, Concrab/MST e Unicatadores) homenageou o economista e professor Paul Singer, morto no mês passado. Secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho nos governos Lula e Dilma, Singer foi o precursor da modalidade no Brasil. 

Com base em conceitos de autogestão, preços justos e divisão de lucros entre os trabalhadores, as cooperativas, associações e outros empreendimentos do gênero contribuem significativamente para a atividade econômica. 

“Representamos cerca de 10% do PIB. São 3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, que se organizam dessa forma, em cooperativas, onde todos participam das decisões. No cooperativismo, o sócio é trabalhador e, ao mesmo o tempo, é dono do empreendimento. Então, em momentos de crise, nós não somos mandados embora”, destaca o presidente da Unicopas, Arildo Mota Lopes, em entrevista ao repórter Uélson Kalinoviski, para o Seu Jornal, da TVT.

O projeto que cria a Política Nacional de Economia Solidária estabelece, por exemplo, no caso de falência das empresas, que os trabalhadores tenham prioridade no arrendamento do empreendimento – com acesso garantido a marcas, patentes, equipamentos e matéria-prima – além de 12 meses de carência para o pagamento de financiamentos públicos, explica a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT: