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Inflação

Custo com transporte, combustível e cursos sobe, alimentos caem

IPCA variou 0,32% em fevereiro. Em 12 meses, soma 2,84%
por Redação RBA publicado 09/03/2018 10h06
IPCA variou 0,32% em fevereiro. Em 12 meses, soma 2,84%
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Preço da tarifa de ônibus subiu novamente, em São Paulo e outras cidades, o que provocou protestos

São Paulo – Com aumentos em cursos escolares, tarifa de ônibus e combustíveis, e quedas nos preços dos alimentos,  o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,32% no mês passado, um pouco acima de janeiro (0,29%) e quase igual a fevereiro de 2017 (0,33%). Segundo o IBGE, que divulgou os resultados hoje (9), foi o menor índice para fevereiro desde 2000. O acumulado do bimestre – 0,61% – é o mais baixo desde o Plano Real, de 1994. Em 12 meses, a inflação oficial soma 2,84%.

Boa parte do índice do mês se deve ao grupo Educação, que teve alta de 3,89%, refletindo, de acordo com o instituto, "os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo". Esse grupo teve impacto de 0,19 ponto percentual, mais da metade da taxa mensal. Apenas os cursos regulares representaram 0,16 ponto, subindo 5,23% em fevereiro. Os aumentos variaram de 4,40% (São Paulo) a 8,02% (Goiânia).

Outra elevação significativa veio do grupo Transportes: 0,74%, com impacto de 0,13 ponto. Os itens ônibus urbano e gasolina subiram 1,90% e 0,85%, respectivamente. Também aumentou o táxi (1,73%).

Já o grupo de maior peso na composição do IPCA, Alimentação e Bebidas, teve queda de 0,33%, variando de -0,16% (Porto Alegre) a -1,29% (Campo Grande), "compensando" a alta em educação. "Alimentos importantes, como carnes e frutas, e outros que apresentaram aumento em janeiro, como tomate, batata e cenoura, tiveram queda em fevereiro", diz o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.

O preço das carnes caiu 1,09% e o das frutas, 1,13%. A variação do tomate foi de 45,71% para -3,29%. Também caíram cenoura (-3,88%), batata inglesa (-3,57%), açúcar cristal (-3,56%), feijão carioca (-2,98%) e açúcar refinado (-2,58%), entre outros produtos.

Entre as áreas pesquisadas, o índice mais elevado foi o da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,72%) e o menor, de Fortaleza, onde não houve variação. Na sequência, vieram Belém (0,57%), Salvador (0,55%), Belo Horizonte (0,33%), São Paulo (0,29%), Recife (0,27%), Campo Grande (0,20%), Brasília (0,19%), Vitória (0,15%), Curitiba (0,10%), Porto Alegre (0,08%) e Goiânia (0,07%). 

INPC

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (NPC) variou 0,18%, ante 0,23% em janeiro e 0,24% em fevereiro do ano passado. Em 12 meses, soma 1,81%, menor acumulado para o período desde a implementação do Plano Real.

Os produtos alimentícios caíram 0,36% e os não alimentícios subiram 0,41%.