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IPCA

Energia, gás e combustíveis continuam pressionando taxa de inflação

Índice oficial subiu menos que em outubro e mais do que em novembro do ano passado. Em 12 meses, atingiu 2,80%
por Redação RBA publicado 08/12/2017 16h10
Índice oficial subiu menos que em outubro e mais do que em novembro do ano passado. Em 12 meses, atingiu 2,80%
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inflação

Aumento médio de 1,57% no gás de botijão influenciou no resultado do IPCA em novembro

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa oficial de inflação no Brasil, variou 0,28% no mês passado, abaixo de outubro (0,42%) e acima de novembro de 2016 (0,18%). Com isso, o acumulado no ano foi para 2,50%, menor resultado para o período desde 1998. Em 12 meses, o IPCA subiu de 2,70% para 2,80%.

O principal impacto veio, novamente, da energia elétrica, item que sozinho correspondeu a mais da metade do resultado mensal (0,15 ponto percentual), com alta de 4,21%, em média. Outro item que pressionou a inflação foi o gás de botijão, cujo preço aumentou 1,57%. O gás encanado subiu 0,82%, influenciado pelo reajuste no Rio de Janeiro.

O IBGE também apurou alta, de 1,32%, na taxa de água e esgoto, depois de reajuste em São Paulo. Com isso, o grupo Habitação variou 1,27% no mês e teve impacto de 0,20 ponto no resultado geral.

Também aumentaram os preços da gasolina (2,92%) e do etanol (4,14%), enquanto caíram os das passagens aéreas (-10,03%) e dos ônibus urbanos (-0,55%), item cuja queda foi influenciada pela redução de 20 centavos na tarifa de ônibus do Rio de Janeiro (-2,78%). O grupo Transportes teve alta de 0,52%, representando 0,09 ponto.

Já os preços dos alimentos caíram, em média, 0,72% em novembro, com destaque para produtos como farinha de mandioca (de 0,27%, em outubro, para -4,78%), tomate (de 4,88% para -4,64%), frutas (de 0,35% para -2,09%), pão francês (de 0,35% para -0,55%) e carnes (de 0,22% para -0,11%). Outros caíram mais: feijão carioca (de -3,29% para -8,40%), ovos (de -1,41% para -3,28%) e carnes industrializadas (de -0,22% para -0,99%). O custo da alimentação fora de casa aumentou 0,21%, chegando a 2,06% em Brasília.

O menor índice foi apurado na região metropolitana de Salvador (-0,26%), com quedas em alguns alimentos, e o maior, em Goiânia (0,96%), com pressão da energia e da gasolina. O IPCA variou 0,58% em São Paulo, 0,55% em Porto Alegre, 0,50% em Campo Grande, 0,46% em Brasília, 0,26% em Recife e no Rio de Janeiro, 0,05% em Belém, -0,03% em Vitória, -0,08% em Belo Horizonte, -0,15% em Curitiba e 0,16% em Salvador. 

No acumulado em 12 meses, a taxa varia de 1,52% (Belém) a 4,31% (Brasília).

INPC

Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,18%, também abaixo de outubro (0,37%) e acima de novembro do ano passado (0,07%). A taxa está acumulada em 1,80% no ano, menor índice desde o Plano Real, em 1994. Em 12 meses, subiu para 1,95%.