Produção

Atividade industrial ainda oscila, com leve alta em outubro

De setembro para outubro, variação foi de 0,2%, com -0,1% no trimestre e crescimento em relação a 2016

Arquivo ABr/Fotos Públicas
indústria

Principal influência positiva da indústria em outubro, ante 2016, veio do setor de veículos automotores

São Paulo – A produção industrial brasileira, que ainda mostra oscilações, teve ligeira variação positiva de setembro para outubro (0,2%), com recuo no trimestre encerrado no mês passado (-0,1%). Cresce 5,3% na comparação com outubro de 2016 (melhor resultado nessa base de comparação desde abril de 2013) e avança 1,9% em 12 meses, segundo informou hoje (5) o IBGE.

No mês, o instituto apurou taxa positiva em duas das quatro categorias econômicas e em 15 dos 24 ramos pesquisados. Os destaques foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e bebidas (4,8%), além de confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,3%), metalurgia (1,6%), máquinas e equipamentos (1,3%) e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,8%). “O positivo desse resultado é percebermos que o crescimento da indústria está menos concentrado em setores específicos”, comentou o gerente da pesquisa, André Macedo.

Entre as quedas, estão produtos alimentícios (-5,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-3,2%).

Em relação a outubro do ano passado, houve resultado positivo nas quatro categorias, em 22 dos 26 ramos, 61 dos 79 grupos e 61,9% dos 805 produtos pesquisados pelo IBGE. A principal influência positiva veio do segmento de veículos automotores, com alta de 27,4%. 

Também se destacaram as atividades de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22%), indústrias extrativas (3,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), metalurgia (6,5%), produtos de borracha e de material plástico (9,9%), bebidas (8,3%) e artigos do vestuário e acessórios (11,8%), entre outras. Do lado negativo, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,5%).

 

 

Leia também

Últimas notícias