Dinamismo

Metalúrgicos do ABC terão R$ 380 milhões de 13º

Em toda a região, pagamento a trabalhadores com registro em carteira, aposentados e pensionistas deverá atingir R$ 3 bilhões, segundo estimativa do Dieese

Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas
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São quase 71 mil metalúrgicos em quatro municípios, 10% da mão de obra formal na região

São Paulo – O pagamento do 13º salário aos trabalhadores na base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que inclui quatro dos sete municípios da região, representará R$ 379,9 milhões na economia, segundo estimativa da subseção do Dieese na entidade. De acordo com o levantamento, os metalúrgicos respondem por 37,8% do total de empregados na indústria de transformação e por 45,4% do 13º nesse setor.

O Dieese estima que trabalhadores, aposentados e pensionistas no Grande ABC receberão 1,5% dos recursos de 13º salário pagos no Brasil, o que “reforça o dinamismo da economia local, ainda que em meio a uma forte crise econômica em que foram eliminados inúmeros postos de trabalho”. Em todo o país, o 13º representa mais de R$ 200 bilhões.

O cálculo inclui 70.948 trabalhadores nas cidades de São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, com salário médio de R$ 5.354,09. A base concentra 9,7% da mão de obra formal da região e é responsável por 16,7% dos recursos pagos aos trabalhadores com carteira assinada. A estimativa da subseção do Dieese foi feita com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e da Previdência Social.

Apenas na região do ABC, o pagamento do 13º deverá injetar R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões a trabalhadores com registro em carteira e R$ 826,7 milhões para aposentados e pensionistas. Esses recursos alcançam 1,24 milhão de pessoas (730 mil formais e 507 mil beneficiários da Previdência).

Do total pago, 73% vêm dos rendimentos do trabalho formal e 27%, dos benefícios previdenciários. No primeiro caso, indústria de transformação e setor de serviços representam praticamente a mesma fatia (27% e 26,6%, respectivamente), enquanto o comércio concentra 10,4%, a administração pública responde por 6,2% e a construção civil, por 2,5%.

Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul e Diadema participam com 87,7% do total de recursos.