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IPCA

Inflação oficial tem maior alta do ano, com aumento da energia

Taxa em 12 meses foi a 2,70%. Preços dos alimentos caem em ritmo menos intenso
por Redação RBA publicado 10/11/2017 14h38
Taxa em 12 meses foi a 2,70%. Preços dos alimentos caem em ritmo menos intenso
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
energia

Com implementação da bandeira vermelha, tarifas de energia pesaram mais no bolso do consumidor

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, variou 0,42% em outubro, maior taxa no ano – e desde agosto de 2016 –, com influência do aumento da tarifa de energia elétrica. Segundo o IBGE, que divulgou os resultados nesta sexta-feira (10), o IPCA soma 2,21% neste ano, ante 5,78% em igual período de 2016. Em 12 meses, foi a 2,70%, acima do período imediatamente anterior (2,54%).

Com alta de 1,33%, o grupo Habitação respondeu por metade (0,21 ponto percentual) do resultado de outubro. A energia elétrica ficou em média 3,28% mais cara, segundo o IBGE, com a entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 2, com cobrança adicional de acordo com o consumo. A energia variou de -2,27% (região metropolitana de Vitória) a 18,77% (Goiânia). 

No mesmo grupo, o gás de botijão teve aumento de 4,49%, "reflexo do reajuste médio, nas refinarias, de 12,90%". Na região metropolitana de Curitiba, o preço do gás encanado subiu 4,71%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta. As exceções foram Alimentação e Bebidas (-0,05%) e Artigos de Residência (-0,39%) 

Os alimentos tiveram queda pelo sexto mês seguido, mas em ritmo bem menos intenso (de -0,41% em setembro para -0,05%). O grupo acumula variação de -2,14% em 12 meses e -2,02% no ano, a menor desde a implementação do Plano Real, em 1994.

Entre os alimentos para consumo em casa, a variação foi de -0,17% (-0,74% no mês anterior. O IBGE destaca as altas da batata inglesa (de -8,06% para 25,65%) e do tomate (de -11,01% para 4,88%). Caíram os preços de feijão mulatinho (-18,41%), alho (-7,69%), feijão carioca(-3,29%), açúcar cristal (-3,05%), leite longa vida (-2,99%) e arroz (-1,14%). 

A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,16%. As variações foram de -1,46% (Rio de Janeiro) a 2,55% (Belém). 

No outro grupo em queda (Artigos de Residência), o resultado foi influenciado pela diminuição no item eletrodomésticos (-1,10%).

Entre as regiões pesquisadas, o IPCA variou de -0,10% (Vitória) a 1,52% (Goiânia). Na região metropolitana de São Paulo, a de maior peso na composição do índice, a taxa foi de 0,50%, ante 0,19% em setembro. A segunda maior variação foi registrada em Curitiba (0,71%). A inflação oficial somou 0,48% em Brasília, 0,46% em Salvador, 0,41% em Fortaleza, 0,34% em Belo Horizonte, 0,32% em Porto Alegre e Campo Grande, 0,31% em Belém, 0,13% em Recife e 0,10% no Rio. No acumulado em 12 meses, o IPCA tem variação de 1,32% (Belém) a 4,12% (Brasília).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 0,37% no mês passado, acima de setembro (-0,02%) e também de outubro de 2016 (0,17%). A taxa está acumulada em 1,62% no ano – menor resultado desde o Real – e em 1,83% em 12 meses.