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Alta de combustíveis pressiona inflação em São Paulo

Taxa de condomínio e preço do gás de cozinha também influenciaram no índice de setembro, calculado pelo Dieese
Publicado por Redação RBA
Economia
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abr
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Combustíveis tiveram a principal alta de setembro: gasolina subiu 3,81%, seguida por álcool (3,57%) e diesel (2,30%)

 São Paulo – A inflação medida pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese variou 0,20% em setembro no município de São Paulo, depois de ficar praticamente estável no mês anterior (-0,01%), segundo pesquisa divulgada hoje (5). A principal pressão veio dos combustíveis, com alta nos preços da gasolina (3,81%), álcool (3,57%) e diesel (2,30%). Itens como taxa de condomínio e gás de botijão também influenciaram no resultado. O ICV acumula taxa de 1,12% no ano e de 1,89% em 12 meses.

Novo reajuste do cigarro provocou elevação de 3,05% no item. No caso da energia elétrica, a mudança de bandeira resultou em variação de -0,47%. No  grupo de maior peso na composição do ICV, Alimentação (-0,67%), o Dieese apurou queda de 0,63% para produtos in natura e semielaborados, de 1,13% nos da indústria e de 0,09% para alimentação fora do domicílio.

Caíram preços do queijo mussarela (-10,82%), do açúcar (-6,66%), leite em pó (-5,58%), queijo prato (-4,75%), leite longa vida (-3,41%), óleo de cozinha (-1,82%), frios (-1,79%), café em pó (-1,70%). O da cerveja subiu 3,07%. Outras altas foram registradas no caso das frutas (1,91%, chegando a 35,88% no kiwi) e carnes (0,54% – a bovina subiu 0,61%, enquanto a suína caiu 1,08%). O Dieese também calculou queda nas hortaliças (-0,74%), aves e ovos (-1,33%) e nos grãos (-4,24%).

O comportamento foi diferenciado por estrato de renda: no 1, de famílias de menor poder aquisitivo, o ICV variou -0,10%, subindo 0,09% no 2 (intermediário) e 0,33% no 3. No acumulado em 12 meses, as variações foram de 0,53%, 1,25% e 2,56%, respectivamente.