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Mercado de trabalho

Desemprego cede no segundo trimestre, mas segue em nível elevado

Taxa foi de 13% no final do segundo trimestre, com 13,5 milhões de desempregados no país. Emprego com carteira cai no ano e rendimento fica estável
por Redação RBA publicado 28/07/2017 09h51
Taxa foi de 13% no final do segundo trimestre, com 13,5 milhões de desempregados no país. Emprego com carteira cai no ano e rendimento fica estável
Dênio Simões/Agência Brasília
Emprego no Brasil

Em comparação com 2016, o nível de ocupação na agricultura e na construção civil caiu

São Paulo – A taxa média de desemprego no país fechou o segundo trimestre em 13%, abaixo de janeiro/março (13,7%), mas acima de igual período de 2016 (11,3%), ainda sem sinal consistente de recuperação do mercado de trabalho. Segundo o IBGE, foi o primeiro recuo "estatisticamente significativo" desde dezembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na manhã de hoje (29).

Do primeiro para o segundo trimestre deste ano, o número de ocupados (90,236 milhões) cresceu 1,4%, o correspondente a um acréscimo de 1,289 milhões de pessoas. Como o mercado criou vagas em quantidade superior à de procura por trabalho, o total de desempregados caiu 4,9% (menos 690 mil), para estimados 13,486 milhões.

Em relação ao período abril/junho do ano passado, a ocupação cai  0,6% (menos 562 mil) e o número de desempregados cresce 16,4% (mais 1,9 milhão). 

Os empregados com carteira assinada no setor privado somam 33,331 milhões, quantidade praticamente estável ante março (-0,2%) e com queda de 3,2% em um ano (menos 1,093 milhão). Os sem carteira crescem em ambas as comparações.

Entre os setores, do primeiro para o segundo trimestre cresce o nível de emprego na indústria (375 mil), em serviços de transporte, armazenagem e correio (131 mil), na administração pública (485 mil) e no item "outros serviços" (238 mil), enquanto os demais ficam estáveis. Ante 2016, cai a ocupação na agricultura (menos 765 mil), na construção civil (menos 683 mil) e cresce em serviços de alojamento/alimentação (579 mil) e em "outros serviços" (323 mil).

Estimado em R$ 2.104, o rendimento médio ficou estável ante o primeiro trimestre e na comparação com 2016. Isso acontece também com a massa de rendimentos, calculada pelo IBGE em R$ 185,096 bilhões.