Custo de vida

Preço da cesta básica em janeiro cai em 20 das 27 capitais

Com base no maior valor (R$ 453,67, em Porto Alegre), Dieese calculou em R$ 3.811,29 o salário mínimo necessário. Feijão, leite integral e batata tiveram redução na maioria das cidades. Café aumentou

EBC
café

Preço do café subiu em 26 das 27 capitais pesquisadas

São Paulo – O preço da cesta básica calculado pelo Dieese caiu em 20 das 27 capitais brasileiras no primeiro mês de 2017, com destaque para Rio Branco (-12,82%). Outras quedas expressivas foram registradas em Cuiabá (-4,16%), Boa Vista (-3,94%), Campo Grande (-3,63%) e Curitiba (-2,97%). As altas foram anotadas em cidades do Norte/Nordeste (Fortaleza, Aracaju, Salvador, João Pessoa, Teresina e Manaus), além do Distrito Federal.

Segundo o instituto, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 453,67). Com base nesse valor, o Dieese calculou em R$ 3.811,29 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família, uma proporção de 4,07 vezes o mínimo oficial, desde janeiro de R$ 937. Essa proporção era de 4,38 em dezembro e de 4,31 em janeiro do ano passado.

Depois da cesta gaúcha, os maiores valores foram os de Florianópolis (R$ 441,92) e do Rio de Janeiro (R$ 440,16). E os menores, em Rio Branco (R$ 335,15) e Recife (R$ 346,44).

Em janeiro, quando o salário mínimo foi reajustado em 6,48%, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica recuou para 91 horas e 48 minutos. Esse período era de 98 horas e 58 minutos em dezembro e 97 horas e 2 minutos em janeiro de 2016. O trabalhador remunerado pelo mínimo comprometeu, no mês passado, 45,36% do rendimento para adquirir os produtos da cesta, ante 48,89% e 47,94%, respectivamente.

No acumulado em 12 meses, o custo da cesta básica aumentou em 14 capitais e recuou em 13. Os destaques de alta foram Maceió (15,99%), Fortaleza (11,89%) e Belém (8,52%). Entre as reduções, estão Belo Horizonte (-6,71%), Campo  Grande (-4,69%), Palmas (-4,45%) e Brasília (-4,23%).

Produtos

Em janeiro, segundo o Dieese, o preço do café aumentou em 26 cidades, variando de 0,33% (Boa Vista) a 14,85% (Rio Branco). A exceção foi Belém (-3,60%). O óleo de soja subiu em 25 capitais, chegando a 27,46% em Goiânia. 

Já o preço do feijão caiu em 25 capitais, subindo apenas em Aracaju (4,86%) e Fortaleza (1,06%). As quedas do tipo carioquinha variaram de -6,12% (Maceió) a -48,66% (Rio Branco). O do feijão preto recuou de -2% (Florianópolis) a -7,84% (Rio de Janeiro). O valor do leite diminuiu em 21 cidades. A batata, pesquisada na região Centro-Sul, teve preço menor em 10 municípios, com alta apenas em Belo Horizonte.