Caged

País perde 1,3 milhão de vagas formais em 2016, com queda em todos os setores

A construção civil teve a maior retração, de 13%, perdendo 359 mil empregos com carteira. Os serviços cortaram 390 mil

divulgação
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Resultado do ano é o segundo pior da série ajustada. Estoque de empregos agora está em 38,371 milhões

São Paulo – O país eliminou 1.321.994 vagas com carteira assinada em 2016, queda de 3,33%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (20) pelo Ministério do Trabalho. Todos os setores fecharam postos de trabalho, com destaque para o da construção civil, que teve a maior queda: 13,48%, o correspondente a 358.679 empregos formais a menos. Em quantidade, a maior perda foi nos serviços, com corte de 390.109 vagas (-2,28%). 

O resultado do ano, com 14,739 milhões de contratações e 16,061 milhões de demissões, é o segundo pior da série ajustada, iniciada em 2002. Agora, o estoque de empregos formais no país agora está em 38,371 milhões. 

Entre os demais setores, a indústria de transformação perdeu 322.526 empregos com carteira, redução de 4,23%, enquanto o comércio eliminou 204.373 (-2,22%). Também cortaram postos de trabalho o setor extrativo-mineral (11.888, -5,67%), a administração pública (8.643, -0,97%) e a agricultura (13.089, -0,84%).

Segundo o ministério, apesar do resultado ruim, a crise está “perdendo fôlego”, já que o fechamento de vagas foi menor do que em 2015 (1.534.989).

Apenas em dezembro, o Caged registrou a eliminação de 462.366 empregos formais.