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Inflação

IPCA sobe de setembro para outubro, mas acumulado diminui

Segundo o IBGE, foi a menor taxa para o mês desde 2000. Índice em 12 meses cai para 7,87%. Resultado de outubro foi influenciado pela alta dos combustíveis
por Redação RBA publicado 09/11/2016 12h23
Segundo o IBGE, foi a menor taxa para o mês desde 2000. Índice em 12 meses cai para 7,87%. Resultado de outubro foi influenciado pela alta dos combustíveis
Marcelo Camargo/ABr
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Transporte teve a maior variação (0,75%), com influência da alta no preço do litro do etanol e da gasolina

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 0,26% em outubro, ante 0,08% no mês anterior. Apesar da alta, foi a menor taxa para outubro desde 2000, segundo o IBGE, que divulgou os resultados hoje (9). O acumulado no ano atinge 5,78%, abaixo de igual período de 2015 (8,52%). Em 12 meses, o índice oficial de inflação no país foi para 7,87%, taxa também inferior à registrada em setembro (8,48%).

Entre os grupos que compõem o índice, Transporte teve a maior variação (0,75%), com influência da alta de 6,09% no preço do litro do etanol. Isso também influenciou o aumento de 1,22% da gasolina, que, como lembra o instituto, tem 27% de etanol em sua composição. Os preços das passagens aéreas subiram 10,06%.

Outros itens que influenciaram o IPCA foram seguro de veículo (1,70%), botijão de gás (1,19%), plano de saúde (1,07%), empregado doméstico (0,87%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), emplacamento e licença (0,81%), taxa de água e esgoto (0,74%), telefone fixo (0,62%) e condomínio (0,52%). Entre os itens em queda, destaque para hotel (-5,63%) e cigarro (-1,63%).

O grupo Alimentação e Bebidas voltou a cair (-0,05%, depois de -0,29% em setembro), com queda de preços em vários produtos. Apenas o leite longa vida (-10,68%) teve impacto de -0,13 ponto percentual no índice geral. Já o item carnes variou 2,64% e pressionou o grupo para cima, com impacto de 0,07 ponto no resultado do mês.

Também caíram de preço em outubro o feijão carioca (-8,79%), a cebola (-6,48%), feijão mulatinho (-4,85%), ovos (-4,77%), hortaliças (-4,45%), açaí (-3,68%) e cenoura (-3,45%), entre outros produtos. O feijão fradinho subiu 4,02% e o açúcar cristal, 2,87%.

Entre as regiões, o índice mais elevado foi apurado em Campo Grande (0,53%). O menor foi o de Vitória (-0,16%). O IPCA variou 0,51% em Belém, 0,50% em Salvador, 0,39% em Fortaleza, 0,37% em Goiânia, 0,36% em Brasília, 0,33% em Belo Horizonte, 0,30% em Recife, 0,25% em Porto Alegre, 0,23% em São Paulo, 0,15% no Rio de Janeiro e -0,02% em Curitiba. Em 12 meses, vai de 6,03% (Vitória) a 10,50% (Fortaleza).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 0,08%, em setembro, para 0,17% no mês passado – em outubro de 2015, a variação foi de 0,77%. Com isso, a taxa no ano está em 6,36% (9,07% em igual período de 2015). Em 12 meses, vai a 8,50%, ante 9,15% no período imediatamente anterior.

Os produtos alimentícios variaram -0,06% em outubro e os não alimentícios, 0,28%.

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