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Saldo comercial soma US$ 3,8 bi em setembro e vai a US$ 36 bi no ano

Foi o melhor resultado para o mês desde 2006
Publicado por Redação RBA
18:03
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Reprodução/youtube
exportação

De janeiro a setembro, vendas ao exterior totalizam US$ 139,361 bilhões, queda de 4,6% na média por dia útil

São Paulo – A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 3,803 bilhões em setembro, resultado de US$ 15,970 bilhões em exportações e US$ 11,987 bilhões em importações, segundo os dados divulgados na tarde de hoje (3) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Foi o melhor saldo para setembro desde 2006. Em um ano de superávits em todos os meses, a balança acumula agora saldo de US$ 36,175 bilhões. Em 12 meses, vai a US$ 45,609 bilhões.

De janeiro a setembro, as vendas brasileiras ao exterior totalizam US$ 139,361 bilhões, queda de 4,6% com base na média por dia útil. As importações somam US$ 103,186 bilhões, retração de 23,9% na mesma comparação. Já o saldo sobe 249,1%. Em igual período de 2015, o superávit era de US$ 10,252 bilhões.

Ainda no ano, caiu a receita de exportação de petróleo em bruto (-24,5%), café em grão (-22,1%) e minério de ferro (-15,7%), entre os produtos básicos. Nesse mesmo grupo, aumentaram as vendas de milho em grão (42,3%), algodão em bruto (19,6%) e carne suína (10,3%).

No manufaturados, houve queda em itens como autopeças (-24,3%), laminados planos (-19,7%), motores p/veículos e partes (-19,7%) e motores e geradores elétricos (-19,5%), entre outros. E aumentaram as vendas de plataforma para extração de petróleo (52,4%), tubos flexíveis de ferro/aço (41,3%), etanol (38,8%), automóveis de passageiros (34,4%), veículos de carga (26,8%), suco de laranja não congelado (22,1%), açúcar refinado (17,6%) e aviões (15,8%).

Entre os mercados, caíram as vendas para América Central e Caribe (-24,5%), Mercosul (-11,5%, com leve elevação de 0,3% para a Agentina), África (-7,7%), Estados Unidos (-7,4%), Ásia (-3,1% sendo -2,5% para a China) e União Europeia (-2%). Houve alta apenas nas exportações para a Oceania (11,5%) e para o Oriente Médio (0,9%).

Nas importações, caíram as compras originárias de América Central e Caribe (-55,4%), África (-41,8%), Oceania (-30,7%), Ásia (-29,5%, sendo -31,9% da China), Oriente Médio (-24%), União Europeia (-17,5%), Mercosul (-17,1%, sendo -18,6% da Argentina)) e Estados Unidos (-14,2%).

Os principais países de destinos das exportações brasileiras, no ano, foram China (US$ 30 bilhões), Estados Unidos (US$ 17,1 bilhões), Argentina (US$ 9,9 bilhões), Países Baixos (US$ 7,9 bilhões) e Alemanha (US$ 3,6 bilhões). Já os principais países de origem das importações foram Estados Unidos (US$ 17,7 bilhões), China (US$ 17,5 bilhões), Alemanha (US$ 7,0 bilhões), Argentina (US$ 6,6 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 4,4 bilhões).