Mercado de trabalho

Indústria e construção derrubam emprego formal no estado de São Paulo

Esses setores tiveram as maiores quedas no primeiro trimestre em relação a igual período de 2015. Comércio e serviços também caíram. Em 12 meses, foram perdidas 565 mil vagas com carteira assinada

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Construção civil eliminou 81 mil vagas em relação ao primeiro trimestre do ano passado: queda de 10,3%

São Paulo – Com quedas em quase todos os setores, principalmente na indústria e na construção civil, o emprego formal no estado de São Paulo caiu 4,4% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, o correspondente a menos 565.195 postos de trabalho com carteira assinada. Na comparação com o último trimestre de 2015, a retração foi de 0,7%, com menos 81.782 vagas. O estado fechou o trimestre com 12.229.517 empregos celetistas. Os dados são de levantamento da Fundação Seade, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

De acordo com os números, a indústria de transformação perdeu 225.313 vagas formais em 12 meses, queda de 8,7%. O destaque foi o setor metal-mecânico (no qual se concentram as montadoras), com retração de 12,7%, ou 126.871 postos de trabalho a menos. O segmento têxtil e de vestuário caiu 11,6%, fechando 31.987 empregos com carteira.

Já a construção civil eliminou 80.974 vagas em relação ao primeiro trimestre do ano passado. A queda é de 10,3%. O comércio/reparação de veículos caiu 3,4% (menos 93.502) e os serviços, 2,7% (corte de 167.638 postos de trabalho). O único setor com crescimento foi o que inclui agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: 2,1%, com acréscimo de 6.715 vagas.

Segundo o levantamento, o setor de serviços concentra 6.016.950 empregos com carteira no estado, 49,2% do total. Comércio/reparação de veículos tem 2.664.254, com participação de 21,8%. A indústria vem logo depois, com 2.378.210 (19,4%). A construção civil responde por 5,8%, com 708.521 vagas formais. E a agricultura/pecuária tem 327.402 (2,7%).

A região metropolitana de São Paulo detém 52,9% dos empregos com carteira no estado, quase 6,5 milhões. Em comparação com o primeiro trimestre de 2015, perdeu 311.499 vagas (-4,6%). A participação industrial é menor na Grande São Paulo (14,2%) em relação à média estadual e a dos serviços cresce para 57,2%.

No Grande ABC, que concentra 6% do total paulista (739 mil empregos com carteira), a queda em relação a 2015 foi de 6,1%, com menos 48.253 vagas. A retração é maior na indústria de transformação: -10,8%. O setor fechou 24.564 postos de trabalho, sendo 15.919 na área metal-mecânica (-12,2%).

No primeiro trimestre, as ocupações com maiores saldos positivos foram de trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, tratorista agrícola e faxineiro. As com os maiores saldos negativos foram trabalhador no cultivo de árvores frutíferas, vendedor de comércio varejista e operador de caixa.