Você está aqui: Página Inicial / Economia / 2016 / 04 / Taxa mantém alta, e desempregados superam os 10 milhões

Mercado de trabalho

Taxa mantém alta, e desempregados superam os 10 milhões

Segundo o IBGE, em 12 meses país perdeu 1,2 milhão de empregos e teve acréscimo de 3 milhões de desempregados. Retração atinge também mercado formal. Trabalho autônomo e serviço doméstico crescem
por Redação RBA publicado 20/04/2016 09h24, última modificação 20/04/2016 10h42
Segundo o IBGE, em 12 meses país perdeu 1,2 milhão de empregos e teve acréscimo de 3 milhões de desempregados. Retração atinge também mercado formal. Trabalho autônomo e serviço doméstico crescem

São Paulo – A taxa de desemprego brasileira manteve ritmo de alto no trimestre encerrado em fevereiro e superou os dois dígitos, atingindo 10,2%, levando o número estimado de desempregados a 10,371 milhões. O crescimento é de 13,8% em relação a novembro (trimestre imediatamente anterior), ou mais 1,257 milhão, e de 40,1% na comparação com igual período do ano passado, o que representa um acréscimo de 2,970 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (20) pelo IBGE. A taxa de fevereiro é a maior da série, iniciada em 2012.

O total de ocupados (91,134 milhões) caiu 1,1% ante novembro e 1,3% em relação a 2015. São menos 1,018 milhão e 1,172 milhão de vagas, respectivamente.

A queda também ocorre no mercado formal de trabalho. O número de empregados com carteira assinada no setor privado, 34,871 milhões, caiu 1,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior (menos 527 mil) e 3,8% em 12 meses (redução de 1,367 milhão de empregos formais).

Ainda em relação ao ano passado, também caiu o emprego sem carteira (-4,8%, ou menos 493 mil) e no setor público (-3%, ou menos 346 mil). O trabalho doméstico ficou estável. O único setor a crescer foi o de trabalhadores por conta própria: 7%, o equivalente a mais 1,522 milhão.

Entre os setores de atividade, um destaque é a indústria, onde o emprego caiu 10,4% em um ano, com perda de 1,372 milhão de postos de trabalho. Comércio e construção civil ficam estável, e segmentos de serviços alternam resultados positivos e negativos. A pesquisa registra ainda alta de 3,9% em serviços domésticos, com criação de 235 mil vagas.

Estimado em R$ 1.934, o rendimento médio ficou estável na comparável trimestre e caiu 3,9% em um ano. Já a massa de rendimentos (R$ 171,330 milhões) teve queda de 2% e 4,7%, respectivamente.