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Desaceleração

Inflação na cidade de São Paulo sobe menos em março

ICV-Dieese subiu 0,44%, ante 1,26% em igual mês do ano passado. Em 12 meses, taxa é de 9,31%
por Redação RBA publicado 08/04/2016 18h38
ICV-Dieese subiu 0,44%, ante 1,26% em igual mês do ano passado. Em 12 meses, taxa é de 9,31%
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Três grupos variaram acima do índice geral: Alimentação, Despesas Pessoais e Transporte

São Paulo – O Índice do Custo de Vida (ICV) variou 0,44% em março, ante 0,71% no mês anterior e bem menos do que em março do ano passado (1,26%). Três grupos pressionaram o ICV, que é calculado pelo Dieese no município de São Paulo: Despesas Pessoais (4,13%), Alimentação (1,03%) e Transporte (0,43%). Outro grupo importante, Habitação, teve retração de 0,81%. Houve pequena variação entre as faixas de renda: no estrato 1, que concentra famílias de menor rendimento, o ICV foi de 0,41%, no 2 (intermediário) atingiu 0,45% e no 3 (famílias de maior poder aquisitivo), 0,44%.

No primeiro trimestre, o índice variou 2,97%, também abaixo de igual período de 2015 (4,99%). No acumulado em 12 meses, a taxa atinge 9,31%, subindo mais para a faixa de menor rendimento: 9,97% no estrato 1, 9,63% no intermediário e 9,04% no estrato 3.

Nos resultados de março, a alta de 4,13% em Despesas Pessoais refletiu aumentos em higiene e beleza (0,93%) e no preço dos cigarros (7,36%). Em Transporte, o Dieese apurou variações de 0,50% na gasolina, 1,91% no álcool e 0,43% no diesel.

No grupo de maior peso na composição do índice, o item alimentação fora do domicílio subiu 0,83%, os produtos in natura e semielaborados variaram 0,88% e os industriais, 1,37%. No segundo caso, o instituto cita cenoura (alta de 8,69%), beterraba (5,28%), batata (4,82%), alho (1,45%), mandioquinha (1,28%) e mandioca (0,34%), com queda no preço da cebola (-0,23%).

Ainda entre os produtos in natura, o Dieese apurou comportamento diferenciado nas variações de preços das frutas, com aumentos no mamão (25,83%), melão (17,20%) e manga (14,91%) e quedas no maracujá (-5,93%), melancia (-4,92%) e kiwi (-3,90%). Nos grãos, o preço do arroz subiu 0,24% e o do feijão, 2,36%. A carne bovina caiu 0,20% e a suína, 0,36%.

Na indústria de alimentação, subiram os preços de iogurtes (4,73%), chocolate em pó (3,61%), leite longa vida (3,37%), queijos (3,23%), cerveja (3,22%), açúcar (2,21%), óleo de soja (2,06%), refrigerantes (1,25%), café em pó (1,17%), carnes industrializadas (0,64%), pães industrializados (0,63%) e pão francês (0,40%).

Em Habitação, a queda se deve à retração, entre outros itens, da tarifa de energia elétrica (-6,24%). O IPTU subiu 0,91% e o condomínio recuou 0,53%.

Em 12 meses, de abril de 2015 a março deste ano, três grupos variaram acima do índice geral, de 9,31%: Alimentação (11,66%), Despesas Pessoais (11,28%) e Transporte (10,54%). Habitação teve alta de 6,88%.


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