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Custo de vida

Inflação medida pelo IPCA-15 tem taxa menor em 12 meses

Índice não cedeu de março para abril, mas índice foi menos da metade do que o registrado há um ano. Alimentos puxaram preços para cima e energia, para baixo. Preços de remédios aumentaram
por Redação RBA publicado 20/04/2016 09h57
Índice não cedeu de março para abril, mas índice foi menos da metade do que o registrado há um ano. Alimentos puxaram preços para cima e energia, para baixo. Preços de remédios aumentaram

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) não cedeu de março (0,43%) para abril (0,51%), mas a taxa representou menos da metade do que em igual mês do ano passado, quando chegou a 1,07%. Com o resultado divulgado hoje (20) pelo IBGE, o acumulado neste ano chegou a 3,32%, abaixo de igual período de 2015 (4,61%), enquanto o total em 12 meses cedeu, passando para 9,34%, ante 9,95% no período imediatamente anterior. Os preços de alimentos puxaram o índice para cima e o da energia, para baixo.

Segundo o instituto, a principal pressão veio dos grupo Alimentação e Bebidas, que passou de 0,77% para 1,35% e foi responsável por 67% da taxa mensal. Individualmente, o item frutas, com alta de 8,52%, respondeu por 0,09 ponto percentual. Entre outros produtos que ficaram mais caros, o IBGE destaca açaí  (11,80%), cenoura (8,77%), leite (5,76%), hortaliças (5,02%), batata-inglesa (4,80%) e feijão carioca (4,19%). Tomate (-8,63%) e cebola (-3,35%) ficaram mais baratos.

Outro item com alta no mês foram os remédios (2,64%), que fazem parte do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (alta de 1,32%, ante 0,70% em março). Também tiveram elevação planos de saúde (1,06%), artigos de higiene pessoal (0,70%) e serviços laboratoriais e hospitalares (0,66%).

De acordo com o IBGE, a energia elétrica (-2,86%) respondeu pelo "mais expressivo impacto para baixo) no índice geral, com -0,11 ponto percentual, depois do fim da cobrança extra da bandeira tarifária. As contas caíram em todas as regiões pesquisadas, principalmente em Salvador (-6,63%), onde também houve queda das alíquotas de PIS/Cofins.

O instituto cita ainda altas de TV, som e informática (1,69%), artigos de limpeza (1,42%), taxa de água e esgoto (0,98%), emplacamento e licença (0,75%), empregado doméstico (0,69%), roupa feminina (0,57%), conserto de automóvel (0,48%) e e ônibus urbano (0,37%).

Entre as regiões, os maiores índices foram registrados em Belém (0,78%), com pressão de alimentos, e Porto Alegre (0,78%), onde houve reajuste da tarifa de ônibus urbano. A menor taxa foi apurada em Salvador (0,08%), com reflexo da queda de 5,15% nos preços de combustíveis. Na região metropolitana de São Paulo, o IPCA-15 variou 0,59% em abril. Tanto no Rio de Janeiro como em Brasília, ficou em 0,30%.

Três regiões têm taxa acima de 10% em 12 meses: Fortaleza (11%), Porto Alegre (10,17%) e Belém (10%). As menores são de Belo Horizonte (8,27%) e Brasília (8,29%). Em São Paulo, é de 9,41% e no Rio, de 8,70%.

O IPCA-15 é uma "prévia" do índice oficial de inflação, o IPCA, cujos resultados de abril serão divulgados em 6 de maio, juntamente com o INPC.