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Revisão

PIB revisado mostra crescimento maior em 2012 e 2013

Taxa passou para de 1,8% para 1,9% e de 2,7% para 3%, respectivamente, com altas puxadas em boa parte pelo consumo das famílias. Novos dados levam em conta recomendações internacionais
por Redação RBA publicado 17/11/2015 14h45, última modificação 17/11/2015 15h11
Taxa passou para de 1,8% para 1,9% e de 2,7% para 3%, respectivamente, com altas puxadas em boa parte pelo consumo das famílias. Novos dados levam em conta recomendações internacionais
Cleverson Beje/FAEP
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O setor de agropecuária foi de 7,9% para 8,4%; PIB dos serviços em 2013 foi recalculado de 2,5% para 2,8%

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB), revisado pelo IBGE, cresceu 1,9% em 2012 (ante 1,8% no cálculo original) e 3% em 2013 (2,7%). Em valor correntes, as somas são de R$ 4,806 trilhões e R$ 5,316 trilhões, respectivamente. A nova série tem 2010 como ano de referência e, segundo o instituto, incorpora recomendações de organizações internacionais (Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e Banco Mundial). Em boa parte, as altas são puxadas pelo consumo das famílias, cenário que mudou a partir de 2014, quando o PIB ficou praticamente estável (variação de 0,1%).

Segundo os novos dados, a formação bruta de capital fixo (FBCF), um indicador de investimentos, variou -2,6% em 2012 e 5,9% no ano seguinte. A taxa de investimento (relação entre a FBCF e o PIB) foi de, respectivamente, 20,7% e 20,9%, enquanto a taxa de poupança variou 19,1% e 18,3%.

Entre os setores, o PIB dos serviços em 2013 foi recalculado de 2,5% para 2,8%. Já a indústria variou 2,2%, ante 1,8% no cálculo anterior. E a agropecuária foi de 7,9% para 8,4%.

O consumo das famílias aumentou 3,5% em 2012 e 3,6% em 2013, enquanto a participação da remuneração dos empregados no PIB foi de 42,8% e 43,4%. O PIB per capita foi calculado em R$ 24.120,62 (2012) e R$ 26.494,63 (2013).

Pela primeira vez, o IBGE divulgou dados de empresas por origem do capital – público e privado. "No setor empresas não financeiros, o mais relevante em termos da FBCF, a participação do setor privado foi de 81,9%, em 2010, e 84,5% em 2013. Já o setor público alcançou 18,1% em 2010 e 15,5% em 2013", informa o instituto.