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Grãos

IBGE prevê mais uma safra recorde: 209 milhões de toneladas

Segundo a estimativa, crescimento seria de 8,1% sobre 2014. Com números próximos, Conab projeta expansão de 7,9%
por Redação RBA publicado 11/08/2015 16h50
Segundo a estimativa, crescimento seria de 8,1% sobre 2014. Com números próximos, Conab projeta expansão de 7,9%
Pedro Revillion/Palácio Piratini
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Três principais culturas, arroz, milho e soja, representam 92,2% da produção e 86,3% da área

São Paulo – Em sua sétima estimativa para a safra brasileira, o IBGE estimou novo volume recorde, desta vez de 209 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 8,1% sobre a de 2014 (193,3 milhões de toneladas). A projeção para a área a ser colhida cresceu 2,1%, para 57,7 milhões de hectares. As três principais culturas, arroz, milho e soja, representam 92,2% da produção e 86,3% da área. O instituto calcula que haverá acréscimo de 11,9% na produção da soja, 5,2% para o milho e 4,4% para o arroz.

A região Centro-Oeste concentra 41,9% do total, um pouco à frente do Sul, que tem participação de 37,3%. Em seguida, vêm Sudeste (9%), Nordeste (8,5%) e Norte (3,4%).

Entre os estados, o Mato Grosso segue sendo o maior produtor nacional de grãos, respondendo por 24,7%, ante 18,2% no Paraná e 15,9% no Rio Grande do Sul. Os três concentram 58,8% da estimativa do IBGE.

Dos 26 principais produtos, 15 tiveram variação positiva em relação ao ano anterior. Segundo o instituto, os acréscimos mais significativos em termos absolutos (acima de 2 milhões de toneladas) foram da cana-de-açúcar e do milho 2ª safra.

Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que divulgou seu 11º levantamento, estima a produção de grãos em 208,8 milhões de toneladas, aumento de 7,9% sobre a safra anterior. "O crescimento se deve, sobretudo, ao ganho de produtividade do milho 2ª safra, registrado em quase todos os estados produtores, principalmente nos do Centro-Oeste e no Paraná", diz a Conab. A estimativa é de 54 milhões de toneladas, alta de 11,6%. Já a soja deve atingir 96,2 milhões, 11,7% a mais.

A área deve crescer 1,3%, atingindo 57,8 milhões de hectares.