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Com autogestão, economia solidária já representa 1% do PIB no Brasil

Seminário internacional em São Bernardo, na região do ABC, debateu avanços e desafios dessa forma alternativa de organização do trabalho
Publicado por Redação RBA
11:08
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reprodução/TVT
solidaria

Com participação, grau de comprometimento do trabalhador aumenta negócios da economia solidária

São Paulo – Trabalhar de forma coletiva,  responsabilizar-se individualmente por toda a produção e dividir os lucros, como nas cooperativas, onde todos são donos, é uma alternativa de emprego e renda diante de momentos de crise que experimenta um momento positivo no Brasil, segundo mostrado no último fim de semana, durante seminário internacional sobre o tema, em São Bernardo, na região do ABC paulista, conforme mostra reportagem de Caroline Campos, para o Seu Jornal, da TVT.

O Brasil é hoje referência mundial, com o setor representando 1% do PIB nacional. No evento foram debatidos os avanços recentes e os próximos desafios da economia solidária, como mudanças necessárias na legislação e a inclusão dessa forma alternativa de organização do trabalho em políticas públicas.

Realizado pela Unisol Brasil, central de cooperativas e empreendimentos solidários, o seminário pretendeu mostrar que “existe outra forma de organizar o trabalho”, diz o presidente da entidade, Arildo Lopes. “Entendemos a economia solidária enquanto um modelo de desenvolvimento econômico, social, político e ambiental. Um jeito diferente de gerar trabalho e renda, em diversos setores, seja nos bancos comunitários, nas cooperativas de crédito, nas cooperativas da agricultura familiar, na questão do comércio justo, nos clubes de troca.”

A Unisol Brasil tem hoje 850 empreendimentos filiados, o que representa mais de 70 mil pessoas envolvidas.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, destaca a importância da autogestão. “É uma alternativa de subsistência, de cuidar da sua família, mas também é uma alternativa que transforma a mentalidade da pessoa, a consciência dela, o grau de comprometimento do trabalhador com o negócio.”

Representantes da Confederação Geral Italiana do Trabalho vieram reforçar uma parceria que já dura 20 anos, e acreditam que é hora dos sindicatos participarem mais, “para fortalecer o jeito com que se faz o trabalha dentro da economia solidária, para ter trabalhos dignos, salários adequados e buscar, como se fala teoricamente, a felicidade do trabalhador”, diz a italiana Sandra Pareschi.

Em São Bernardo, a economia solidária já é vista como política pública, e com bons resultados. Um convênio com a Universidade Metodista de São Paulo, com financiamento do governo federal, constituiu uma incubadora para apoiar empreendimentos solidários e, na área externa do Centro de Trabalho e Renda da cidade, os produtos podem ser comercializados.

Assista à reportagem:

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