Caged

Indústria, comércio, serviços e construção fecham vagas com carteira

Mercado formal eliminou 111.199 empregos em junho, segundo o Ministério do Trabalho. No primeiro semestre, foram cortados 345.417 postos de trabalho. Salário médio de admissão recua

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Em junho, a indústria de transformação fechou 64.228 vagas com carteira

São Paulo – O mercado formal de trabalho teve mais um mês negativo, o terceiro seguido, e eliminou 111.199 vagas em junho (queda de 0,27%), segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado na tarde de hoje (17). Foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em 1992. Apenas um setor – o da agricultura, por fatores sazonais – não cortou.

No primeiro semestre, foram 345.417 postos de trabalho eliminados, retração de 0,84%. Em 12 meses, a queda é de 1,45%, o correspondente a 601.924 vagas cortadas. O estoque de empregos é de 40,860 milhões, bem acima de junho de 2002 (22,633 milhões), mas revertendo uma tendência contínua de expansão verificada nos últimos anos.

Em junho, a indústria de transformação fechou 64.228 vagas com carteira e o setor de serviços – que vinha sustentando o emprego formal – eliminou 39.130. Comércio (menos 25.585) e construção civil (menos 24.131) também cortaram postos de trabalho. A agricultura abriu 44.650 empregos. O saldo negativo de 111 mil vagas é resultado de 1,453 milhão de contratações e 1,564 milhão de demissões.

De janeiro a junho, o setor de serviços ainda mostra alta, de 0,25%, com 43.133 vagas criadas. A agricultura também sobe, 5,39%, com acréscimo de 83.447 postos de trabalho com carteira. A indústria fecha 162.387 (-1,98%), o comércio elimina 181.849 (-1,93%) e a construção corta 134.490 (-4,39%).

Também no primeiro semestre, os salários médios de admissão caíram 1,63% em relação a igual período do ano passado: de R$ 1.271,10 para R$ 1.250,39. A queda foi de 1,87% no entre os homens e de 0,86% no caso das mulheres.

Segundo o ministério, de 2003 a 2015 o salário médio de admissão tem ganho real (descontada a inflação) de 43,57%, aumentando mais para os homens (47,29%) do que para as mulheres (39,54%).