Mercado de trabalho

Emprego formal em São Paulo fica estagnado no primeiro trimestre

Levantamento da Fundação Seade, com base no Caged, mostra pequena variação nos três primeiros meses do ano. Em comparação com igual período de 2014, indústria e construção civil fecham vagas

Antono Cruz/Agência Brasil
Construção Civil

Construção civil eliminou 51.705 (-6,1%) vagas no trimestre

São Paulo – O emprego formal no estado de São Paulo ficou estagnado nos três primeiros meses de 2015, em comparação com o último trimestre do ano passado. O saldo foi de 5.458 postos de trabalho com carteira assinada, o que mostra estabilidade. Na comparação com o primeiro trimestre de 2014, são eliminados 110.502 vagas, queda de 0,9%, com destaque para a indústria de transformação (especialmente o segmento metal-mecânico) e a construção civil. Os dados fazem parte de levantamento divulgado hoje (15) pela Fundação Seade, ligada ao governo estadual, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O estado representa 31% das vagas formais no país. Em números absolutos, fechou março com um total de 12,8 milhões, metade (6,2 milhões) no setor de serviços. O comércio/reparação de veículos reúne 2,8 milhões e a indústria, 2,6 milhões.

Em relação ao primeiro terço de 2014, a indústria fechou 139.334 postos de trabalho, uma queda de 5,1% – a retração chega a 7,3% no segmento metal-mecânico (no qual se inclui a área automobilística), que fechou 78.764 vagas formais. A construção civil eliminou 51.705 (-6,1%) e o setor agropecuário, 15.888 (-4,7%). Os serviços abriram 85.200 empregos, crescimento de 1,4% – em todo o estado.

Na região metropolitana, que concentra mais da metade (53,4%) dos empregos no estado, o emprego formal ficou estável (menos 2.549 vagas) na comparação com o último trimestre de 2014 e teve leve recuo (-0,3%, ou menos 21.472 postos de trabalho) ante o primeiro período do ano passado. A indústria de transformação fechou 57.650 vagas (-5,3%), também com destaque para o segmento metal-mecânico (-7,6%, ou menos 35.610 empregos).

O setor de serviços cresceu 1,6%, o correspondente a um acréscimo de 61.247 vagas. A construção civil caiu 6,2% (menos 31.194) e o comércio subiu 0,5% (6.590).

Apenas na região do ABC, que concentra 6,2% dos empregos no estado, o levantamento aponta queda de 0,7% na comparação com o quarto trimestre do ano passado e de 2,4% ante o primeiro. São 19.130 vagas cortadas em relação ao início de 2014, sendo mais da metade na área metal-mecânica: 10.967 (-7,7%). A região tem 792 mil postos de trabalho formais.