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Comércio Exterior

'Mercado externo tem mais oportunidades do que risco', diz ministro

Em evento no Palácio do Planalto, Armando Monteiro e a presidenta Dilma lançaram o Plano Nacional de Exportações visando à retomada do crescimento econômico
por Redação RBA publicado 24/06/2015 15h36, última modificação 24/06/2015 16h40
Em evento no Palácio do Planalto, Armando Monteiro e a presidenta Dilma lançaram o Plano Nacional de Exportações visando à retomada do crescimento econômico
Roberto Stuckert Filho/PR
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Dilma: “Vamos implementar um conjunto de medidas para ampliar e dinamizar nossas exportações"

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, lançaram hoje (24) o Plano Nacional de Exportações. O evento, no Palácio do Planalto, marca a primeira vez em que o país unifica ações e estratégias para o comércio exterior. As medidas preveem ampliação do potencial brasileiro para inserção no mercado exterior e têm validade até 2018. Hoje, o Brasil ocupa a sétima posição entre as maiores potências econômicas do mundo e, apenas a 25ª no ranking de exportações.

A ideia é a busca de oportunidades para o crescimento, como destaca o ministro em entrevista para o Portal Planalto: “O mercado internacional nos oferece mais oportunidades do que riscos. Temos espaço para ocupar, há um PIB equivalente a 32 Brasis fora de nossas fronteiras e 97% do mercado consumidor estão lá fora”.

O plano prevê medidas como a desburocratização através da digitalização e reorientação de processos aduaneiros. “Por exemplo: no caso da exportação, vamos reduzir de 13 para oito dias o tempo de processamento”, explica o ministro. Além disso, o plano prevê uma ampliação de recursos para o Programa de financiamento às exportações (Proex), que arca com parte de encargos financeiros de exportações para igualar taxas de juros com o mercado externo e assim garantir competitividade.

Retomada do crescimento

Dilma  destacou a importância das medidas inseridas no plano. “O plano é parte estratégica da nossa agenda para voltar a crescer. Vamos implementar, em parceria com o setor produtivo, um conjunto de medidas para ampliar e dinamizar nossas exportações. Potencial para isso não falta à sétima economia do mundo. Mas a sétima economia no mundo não pode aceitar ocupar o vigésimo quinto lugar no comércio internacional”, diz.

Parte da estratégia de crescimento apontada pela presidenta ainda passa por ações diversificadas, focadas no comércio exterior. “A palavra de ordem é aumentar nossa participação no comércio mundial. Com câmbio favorável às exportações, com ação diplomática incisiva, com ação comercial determinada e com as medidas desse plano vamos fazer do comércio exterior elemento central da nossa agenda de competitividade da nossa economia”, continua em seu discurso.

Dilma enfatizou também a importância do mercado interno e citou o plano como oportunidade de crescimento conjunto. “ Mercados internos fazem a diferença, funcionam como âncora, mas funcionam também como plataformas de lançamento. Vamos consolidá-lo, mas queremos que ele se transforme em uma plataforma de lançamento das empresas, produtos e empresários para o mundo. Não há contradição entre ampliação de mercado interno e a nossa conquista de mercados internacionais”, completou.

Destaques do plano

- 32 mercados prioritários para produtos brasileiros
- Novos acordos com a União Europeia, EUA e México
- Ampliação de relações com países da Bacia do Pacífico (Chile, Colômbia e Peru)
- Desburocratização
- Portal do Comércio Exterior - eliminar o uso de papel e unificar o processo antes feito por 22 órgãos
- Redução do tempo do processo para exportação de 13 para oito dias
- Equalização das taxas de juros cobradas no Brasil com as taxas do mercado internacional
- Ampliação de linhas de financiamento
- Melhoria dos regimes tributários