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Dilma anuncia pacote de R$ 198 bilhões para projetos de concessões

Do total, R$ 69,2 bilhões serão investidos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos até 2018. Dilma apresentou plano como retomada de compromisso do governo com o crescimento econômico

Roberto Stuckert Filho/PR
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Dilma chegou a classificar o plano como uma “virada de página”

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (9) nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), com projetos de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos e previsão de investimentos totais de R$ 198,4 bilhões, dos quais R$ 69,2 bilhões até 2018, portanto, até o fim de seu segundo mandato.

O plano tem a pretensão de ser uma resposta concreta aos desafios logísticos do país, que no discurso de tecnocratas, empresários e políticos muitas vezes é chamado de “Custo Brasil”. Terá também o desafio de resgatar o nível da taxa de investimentos no país, que segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, deve “voltar a subir no ano que vem, com elevação gradual, chegando a 20% ou 21% do PIB até 2018, como estava em 2013, e sem pressionar a inflação”.

Na cerimônia de lançamento, Dilma apresentou o plano como uma retomada de compromisso do governo com o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, uma ação articulada com o ajuste fiscal para recolocar o país nos trilhos. Na prática, a presidenta espera aliviar as cobranças e críticas em relação ao ajuste. Dilma chegou a classificar o plano como uma “virada de página”. “Hoje é um dia muito importante neste meu segundo governo. Estamos aqui para renovar nosso compromisso com o desenvolvimento do país”, afirmou.

A presidenta afirmou que “o Brasil vai seguir avançando em emprego, renda e qualidade de vida”, e acredita que esse projeto será peça fundamental para garantir esse objetivo. “Estamos na linha de saída, o lançamento desse plano é parte da arrancada, não é apenas continuidade do processo de concessões do meu primeiro mandato, mas é a abertura para um futuro melhor. Seus efeitos serão múltiplos em todas as cadeias produtivas, e para a qualidade de vida da população”.

Ainda que os resultados demandem algum tempo de maturação, a presidenta assegurou que alguns de seus primeiros efeitos serão imediatos. Segundo o ministro Joaquim Levy, da Fazenda, os primeiros efeitos poderão ser percebidos em 2016. Isso graças aos investimentos que serão viabilizados em concessões já existentes, que são parte do programa. “É assim que um país se move, investir de forma contínua e sistemática”, afirmou Dilma.