Selic

Copom segue script e volta a elevar juros; taxa vai a 13,75%

Foi a sexta alta seguida. É o maior nível em quase nove anos

São Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mais uma vez não surpreendeu e anunciou na noite de hoje (3) nova alta da taxa básica de juros. A elevação foi de meio ponto percentual, para 13,75% ao ano, no nível mais elevado em quase nove anos, desde agosto de 2006. A decisão foi unânime e sem viés.

Foi a sexta alta seguida. Desde então, a taxa ganhou 2,75 pontos. A Selic não cai desde outubro de 2012, quando foi para 7,25%, seu menor nível histórico. Manteve-se assim durante três reuniões, para então, em abril de 2013, retomar o ciclo de altas, que segundo os observadores ainda não acabou. O próximo encontro do Copom será em 28 e 29 de julho.

“Essa decisão é catastrófica”, disse ainda ontem (2) o presidente da CUT, Vagner Freitas, já sob a perspectiva de aumento da Selic. “O Brasil praticando as mais altas taxas de juros do mundo e quem conhece a CUT sabe que sempre nos posicionamos contrários a elevação dos juros para controlar a inflação. Para nós, isso paralisa a economia, impede investimentos na produção e, consequentemente, tira empregos e direito dos trabalhadores”, afirmou, em entrevista publicada no site da central.

“Achamos que a linha inteira da política econômica do senhor Levy (Joaquim Levy, ministro da Fazenda) é equivocada e vamos apresentar uma proposta de política econômica para o Brasil”, acrescentou Freitas.

A Força Sindical classificou a decisão de “desastre” para a economia brasileira. “O aperto monetário do governo está asfixiando não só a atividade econômica e a indústria, mas também o consumo das famílias, que recuou 1,5% no último trimestre – queda maior, inclusive, do que a retração dos investimentos, que caíram 1,3% no mesmo período”, afirmou, em nota, o presidente da central, Miguel Torres. “Enquanto o resto do mundo reduz suas taxas a fim de aliviar os encargos para os seus cidadãos e afastar os efeitos nocivos da crise financeira, no Brasil os senhores da economia dão as costas aos problemas da população e dos trabalhadores, ameaçados de perder os seus empregos, e mantêm os juros nas alturas.”

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