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Desemprego sobe e renda fica estável no primeiro trimestre

Taxas apuradas pelo IBGE mostram grandes diferenças regionais, variando de 3,9% (Santa Catarina) a 11,5% (Rio Grande do Norte). Número de desempregados é estimado em 7,934 milhões
por Redação RBA publicado 07/05/2015 09h23, última modificação 07/05/2015 10h42
Taxas apuradas pelo IBGE mostram grandes diferenças regionais, variando de 3,9% (Santa Catarina) a 11,5% (Rio Grande do Norte). Número de desempregados é estimado em 7,934 milhões
Arquivo/ABr
Emprego

Taxa de desemprego de 7,9% no primeiro trimestre de 2015 é a maior desde o início de 2013

São Paulo – A taxa de desemprego calculada para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, chegou a 7,9% no primeiro trimestre, mostrando tendência de crescimento. Ficou acima tanto do último período de 2014 (6,5%) como dos primeiros três meses do ano passado (7,2%) e atingiu o maior nível desde o trimestre inicial de 2013 (8%). A pesquisa mostra expressivas diferenças regionais: entre as regiões, a taxa variou de 5,1% (Sul) a 9,6% (Nordeste), chegando a 8,7% no Norte, 8% no Sudeste e 7,3% no Centro-Oeste. Nos estados, a menor taxa foi apurada em Santa Catarina (3,9%) e a maior, no Rio Grande do Norte (11,5%).

O IBGE, que divulgou hoje (7), pela primeira vez, dados de mercado de trabalho sobre da Pnad sobre regiões e unidades da federação, estimou o número de desempregados em 7.934 milhões. Esse total cresceu 23% sobre o trimestre imediatamente anterior e 12,6% em relação ao primeiro trimestre de 2014.

Já os ocupados somaram 92,023 milhões, retração de 0,9% ante o último período do ano passado e alta de 0,8% sobre o primeiro. A formalização segue alta, mas menos intensa. Dos empregados no setor privado (46,113 milhões), 78,2% tinham carteira assinada, meio ponto a mais em relação a igual período de 2014 (77,7%) e sem variação considerada significativa na comparação com o final do ano passado.

Estimado em R$ 1.839,84, o rendimento médio cresceu 0,8% em relação ao último período de 2014 e ficou estável na comparação com os primeiros três meses do ano passado. A massa de rendimentos (R$ 163,8 bilhões) aumentou 3% e 8,7%, respectivamente.

Variações

A taxa média de desemprego atingia 6,5% no trimestre encerrado em dezembro. Passou a 6,8%, 7,4% e, agora, a 7,9%, exatamente o índice do primeiro trimestre de 2012. Chegou a 8% em igual período de 2013 e a 7,2% em 2014. Em todos esses anos, a taxa caiu nos trimestres seguintes.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa atingiu dois dígitos em dois estados do Nordeste (11,5% no Rio Grande do Norte, 11,3% na Bahia e 11,1% em Alagoas) e no Distrito Federal (10,8%). Embora com altas, foi menor nos estados do Sul (3,9% em Santa Catarina, 5,3% no Paraná e 5,6% no Rio Grande do Sul). Outra taxa baixa foi registrada em Rondônia (4,4%).

Na região Sudeste, a taxa de desemprego no período janeiro-março ficou em 8,5% em São Paulo (era de 7,2% um ano antes), 8,2% em Minas Gerais (7,1%), 6,9% no Espírito Santo (6,3%) e 6,6% no Rio de Janeiro (6,7%).

Dos mais de 92 milhões de ocupados no país, 21,452 milhões estão em São Paulo, 9,696 milhões em Minas, 7,386 milhões no Rio, 6,595 milhões na Bahia, 5,665 milhões no Rio Grande do Sul e 5,428 milhões no Paraná. Esses seis estados concentram 61% do total.

O rendimento médio varia de R$ 945,93 (Maranhão) a R$ 3.406,05 (Distrito Federal). Em São Paulo, está em R$ 2.401,25.