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Seade/Dieese

Taxa de desemprego em São Paulo aumenta em março

Técnicos dizem que comportamento é normal para o período. Número de pessoas à procura de trabalho cresceu, enquanto mercado fechou vagas. Rendimento caiu
por Redação RBA publicado 29/04/2015 12h21, última modificação 29/04/2015 12h27
Técnicos dizem que comportamento é normal para o período. Número de pessoas à procura de trabalho cresceu, enquanto mercado fechou vagas. Rendimento caiu
Valdecir Galor/SMCS
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PEA cresceu 0,9%, o correspondente a 96 mil pessoas a mais no mercado de trabalho

São Paulo – A taxa de desemprego calculada pela Fundação Seade e pelo Dieese na região metropolitana de São Paulo aumentou para 11,4% em março, ante 10,5% no mês anterior. Na comparação com março de 2014, praticamente não houve variação (11,5%). Segundo os técnicos, o comportamento é normal para o período, tradicionalmente de atividade menos intensa. No mês, aumentou o número de pessoas à procura de trabalho, enquanto o mercado fechou vagas em quase todos os setores, à exceção do de serviços.

De fevereiro para março, a população economicamente ativa (PEA) cresceu 0,9%, o correspondente a 96 mil pessoas a mais no mercado de trabalho. O número de ocupados caiu 0,1% (menos 12 mil), enquanto o total de desempregados cresceu 9,5% (mais 108 mil), para um total estimado em 1,246. Na comparação com março do ano passado, a PEA cai 0,3% (menos 32 mil) e a ocupação recua 0,2% (menos 17 mil). Com isso, o número de desempregados cai 1,2% (menos 15 mil).

Os dados sobre ocupação, que medem a criação de emprego, mostram enfraquecimento do mercado. A taxa anual cai desde novembro, embora o ritmo de queda venha diminuindo: -1,1% em dezembro, -0,8% em janeiro, -0,5% em fevereiro e -0,2% em março.

O setor de serviços abriu 41 mil vagas no mês. Em 12 meses, 135 mil, crescimento de 2,4%. A indústria de transformação eliminou 12 mil em março (-0,7%), mas tem saldo de 26 mil na comparação anual (1,6%). Já a construção fecha vagas nos dois períodos, 10 mil no mês e 69 mil em 12 meses. O comércio também corta empregos: 41 mil e 100 mil, respectivamente.

Com tendência constante de crescimento nos últimos anos, a formalização agora mostra recuo. No mês, o emprego com carteira assinada caiu 0,9%, o equivalente a 46 mil postos de trabalho a menos. Em 12 meses, cai 0,2% (menos 10 mil vagas formais).

Estimado em R$ 1.903 em fevereiro (nesse item, a comparação é com o mês anterior), o rendimento médio dos ocupados cai 1,8% no mês e 6,3% em 12 meses.