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Em fevereiro

Preço da cesta básica volta a aumentar na maioria das capitais

Maiores altas foram apuradas em Natal, Salvador, João Pessoa e São Paulo. Dieese calcula mínimo necessário em R$ 3.182,81. Feijão, tomate, café em pó e óleo de soja tiveram predominância de alta
por Redação RBA publicado 04/03/2015 12h37, última modificação 04/03/2015 13h40
Maiores altas foram apuradas em Natal, Salvador, João Pessoa e São Paulo. Dieese calcula mínimo necessário em R$ 3.182,81. Feijão, tomate, café em pó e óleo de soja tiveram predominância de alta
cc / camilo rodrigo
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Itens que compõem a cesta básica tiveram aumento de preços em geral, com destaque para São Paulo

São Paulo – Os preços da cesta básica mantiveram tendência de alta em fevereiro, com elevação em 14 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese. Segundo o instituto, os principais aumentos foram apurados em Natal (4,36%), Salvador (4,17%), João Pessoa (2,69%) e São Paulo (2,06%). As quedas foram apuradas em Porto Alegre (-2,02%), Campo Grande (-0,96%), Florianópolis (-0,24%) e Aracaju (-0,06%). Feijão, tomate, café em pó e óleo de soja tiveram predominância de alta, enquanto açúcar e batata (pesquisados na região Centro-Sul) registraram retração.

O maior valor da cesta é o de São Paulo (R$ 378,86) e o menor, em Aracaju (R$ 264,67). Com base na mais cara, o Dieese estimou em R$ 3.182,81 o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de um trabalhador e sua família. Esse valor corresponde a 4,04 vezes o mínimo oficial (R$ 788). Essa relação era de 3,96 vezes em janeiro e de 3,84 em fevereiro do ano passado.

Nos dois primeiros meses de 2015, os preços aumentam nas 18 capitais. O mesmo acontece no acumulado em 12 meses: as principais altas são registradas em Brasília (20,48%), Salvador (18,6%), Goiânia (18,28%), Aracaju (17,33%), São Paulo (16,45%) e Curitiba (16,41%). As menores variações nesse intervalo foram apuradas na região Norte: Belém (5,36%) e Manaus (2,95%).

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi estimado em 91 horas e quatro minutos, acima tanto de janeiro (90 horas e um minuto) como de fevereiro do ano passado (88 horas e 41 minutos). O comprometimento do salário mínimo no custo da cesta mantém-se relativamente estável, passando de 44,47%, em janeiro, para 44,99%. Em fevereiro de 2014, era de 43,81%.

No mês passado, segundo a pesquisa, o preço do feijão aumentou em 17 das 18 cidades pesquisadas – a exceção foi Florianópolis. O tomate teve alta em 16 capitais, o café subiu em 15 e o óleo de soja, em 13.