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Mercado de trabalho

IBGE: taxa de desemprego sobe, mas é a segunda menor para janeiro

Em 12 meses, as seis regiões metropolitanas pesquisadas têm 125 mil desempregados a mais, enquanto a ocupação fica relativamente estável. Emprego com carteira recua. Rendimento sobe
por Redação RBA publicado 26/02/2015 09h18, última modificação 26/02/2015 16h18
Em 12 meses, as seis regiões metropolitanas pesquisadas têm 125 mil desempregados a mais, enquanto a ocupação fica relativamente estável. Emprego com carteira recua. Rendimento sobe
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Número de empregados com carteira assinada no setor privado (11,555 milhões) caiu 2,1% ante dezembro

São Paulo – A taxa média de desemprego em seis regiões metropolitanas calculada pelo IBGE subiu para 5,3% em janeiro, ante 4,3% em dezembro e 4,8% em igual mês do ano passado, segundo informou hoje (26) o IBGE. É um movimento comum para o período, apesar da alta significativa de um ponto percentual de um mês para o outro. Os resultados mostram perda de dinamismo do mercado de trabalho, com a pesquisa mostrando a maior taxa mensal desde setembro de 2013 (5,4%). Ainda assim, o índice é o segundo menor para janeiro na série histórica, iniciada em 2003.

Estimado em 1,288 milhão, o número de desempregados aumentou 22,5% em relação a dezembro (237 mil a mais) e 10,7% em relação a janeiro de 2014 (acréscimo de 125 mil). O mercado de trabalho não criou vagas: os ocupados – 23,004 milhões – tiveram queda de 0,9% no mês (menos 220 mil) e mostraram relativa estabilidade na comparação anual (-0,5%, ou menos 109 mil). A população economicamente ativa (PEA) ficou estável nas duas comparações.

Um dado que chama a atenção se refere ao emprego formal. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (11,555 milhões) caiu 2,1% ante dezembro, o correspondente a menos 253 mil pessoas. Na comparação com janeiro de 2014, a queda foi de 1,9% (menos 224 mil). Eles representam 50,2% dos ocupados – há um ano, eram 51%. Na comparação com janeiro de 2003, as seis regiões metropolitanas acumulam 4,137 milhões de ocupados a mais.

Já o total de trabalhadores por conta própria subiu 3,3% (mais 144 mil) e 4,8% (207 mil), respectivamente. O segmento representa 19,5% do total.

Entre os setores, a indústria ficou relativamente estável no mês e caiu 6% na comparação com janeiro de 2014, eliminando 216 mil vagas. Comércio e construção civil apresentaram estabilidade nos dois casos, assim como o segmento de serviços prestados a empresas.

O rendimento médio dos ocupados, estimado em R$ 2.168,80, teve leve alta em relação a dezembro (0,4%). Também cresceu, 1,7%, sobre janeiro do ano passado.

Segundo o IBGE, de dezembro para janeiro a taxa aumentou em quatro das seis regiões: Recife (6,7%), Salvador (9,6%), Belo Horizonte (4,1%) e São Paulo (5,7%). Praticamente não variou no Rio de Janeiro (3,6%) e em Porto Alegre (3,8%). Ante janeiro de 2014, Salvador e Porto Alegre tiveram altas.