Desemprego

IBGE mostra mercado de trabalho estável no terceiro trimestre

Em relação a igual período de 2013, país tem 1,1 milhão de ocupados a mais e 91 mil desempregados a menos. Formalização segue alta, embora tenha perdido força do segundo para o terceiro trimestre

Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas
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Empregados com carteira assinada são estimados em 36,653 milhões, com alta de 2,9% sobre o ano passado

São Paulo – Com 92,269 milhões de ocupados e 6,705 milhões de desempregados, o mercado de trabalho mostrou estabilidade no terceiro trimestre, com leves sinais positivos, de acordo com os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados hoje (9) pelo IBGE. Na comparação com igual período do ano passado, são 1,094 milhão de ocupados a mais, crescimento de 1,2%, enquanto o universo de desempregados se reduz em 91 mil (-1,3%). A taxa de desemprego se manteve em 6,8% do segundo para o terceiro trimestre, um pouco abaixo de 2013 (6,9%).

Pela pesquisa, o desemprego varia de 4,2%, na região Sul, a 8,6% no Nordeste. Mas enquanto o Sul teve variação de 0,1 ponto para cima em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o Nordeste variou -0,4 ponto. Na região Norte, a taxa caiu 0,6 ponto percentual, de 7,5% para 6,9%, e pela primeira vez ficou igual à do Sudeste, onde houve recuo de 0,1 ponto. No Centro-Oeste, passou de 5,5% para 5,4%.

“Foram verificadas ainda diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens (5,7%) e mulheres (8,2%)”, relata o IBGE. Mas a taxa masculina aumentou em relação a igual período de 2013 (5,6%), enquanto a feminina diminuiu (8,6%).

A Pnad Contínua mostra que o mercado formal de trabalho se mantém em alta, embora tenha perdido força do segundo para o terceiro trimestre, com redução de 227 mil (-0,6%). O total de empregados com carteira no setor privado foi estimado em 36,653 milhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2013, o IBGE registra alta de 2,9%, com 1,017 milhão a mais. A participação chega a 78,1% dos empregados em idade de trabalhar no setor privado, igual à do segundo trimestre e maior que a do terceiro do ano passado (76,6%).

“A proporção de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada aumentou em todas as regiões na comparação com igual trimestre de 2013. Norte (65,6%) e Nordeste (63,0%) mostraram percentuais inferiores aos das demais regiões. A comparação com o 3º trimestre de 2012 apontou aumento maior na região Nordeste, onde o indicador passou de 59,2% para 63,0%”, diz o IBGE.

No setor doméstico, o número de trabalhadores foi estimado em 5,979 milhões, sendo 1,912 milhão com carteira (32%) e 4,066 milhões sem carteira (68%). Na comparação em 12 meses, os empregados registrados crescem 7,6% (acréscimo de 134 mil), enquanto os sem registro caem 2,3% (menos 95 mil).

Confira a evolução do trabalho formal

Mercado de trabalho no país

 

 

 

 

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