Pesquisa

Pnad mostra desemprego menor, formalização maior e desequilíbrios

Dados do IBGE apontam diferenças entre as regiões, mas diminuição da desigualdade em relação a 2013. Em 12 meses, país tem 1,5 milhão de ocupados a mais e 500 mil desempregados a menos

marcello casal jr/arquivo abr
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No item carteira assinada, a média nacional é de 78,1%

São Paulo – A taxa média de desemprego no Brasil caiu no segundo trimestre para 6,8%, ante 7,1% no primeiro e 7,4% em igual período do ano passado, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (6) pelo IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2013, o país tem 1,495 milhão de ocupados a mais, um total de 92,052 milhões, e 504 mil desempregados a menos, um número estimado em 6,767 milhões.

A pesquisa mostrou ainda crescimento do emprego formal. No segundo terço do ano, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada, ante 76,4% em 2013. O número foi estimado em 36,880 milhões, crescimento de 5,1% nesse período – 1,799 milhão a mais. Os sem carteira caem 4,9% (menos 530 mil), para um total de 10,316 milhões.

Os resultados também mostram desequilíbrios por região. No item carteira assinada, por exemplo, enquanto a média nacional é de 78,1%, o índice chega a 85,6% no Sul e a 63,7% no Nordeste, atingindo 83,2% no Sudeste, 77,3% no Centro-Oeste e 65,6% na região Norte. Mas embora o índice seja menor no Nordeste, foi aquela região que apresentou maior crescimento em comparação com o segundo trimestre do ano passado: 10,4%. O Sudeste cresceu 4,3% e o Sul, 4,2%.

A taxa de desemprego (6,8%) também mostra variações regionais. Vai a 4,1% no Sul e a 8,8% no Nordeste, chegando a 5,6% no Centro-Oeste, 6,9% no Sudeste e 7,2% no Norte. Mas a maior redução também é do Nordeste, onde a taxa chegava a 10% de abril a junho de 2013.

Da população em idade para trabalhar (quase 162 milhões de pessoas), 61,1% (98,8 milhões) formam a força de trabalho, entre ocupados e desempregados, e 38,9% (62,9 milhões) estão fora. Esse último dado chega a 43,1% no Nordeste e a 34,8% no Centro-Oeste. “Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica”, diz o IBGE.

As mulheres representam 66,5%. “Em todas as regiões o comportamento foi similar. Aproximadamente um terço (34%) da população fora da força de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,2% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,8%.”

E entre os 92 milhões de ocupados, 70,2% eram empregados e 4,1%, empregadores. Outros 22,9% eram trabalhadores por conta própria.

O número de trabalhadores domésticos foi estimado em 6,003 milhões, sendo 68,3% sem carteira. Esse percentual era de 69,2% um ano atrás.

 

 

 

 

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