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Desequilíbrio

Pochmann: reforma tributária é essencial para redução das desigualdades

Em comentário à Rádio Brasil Atual, economista fala sobre distribuição de renda por meio da melhoria do sistema de impostos brasileiro e empreendedorismo entre universitários
por Redação RBA publicado 13/08/2014 12h32, última modificação 13/08/2014 18h05
Em comentário à Rádio Brasil Atual, economista fala sobre distribuição de renda por meio da melhoria do sistema de impostos brasileiro e empreendedorismo entre universitários

São Paulo – Em comentário à Rádio Brasil Atual, o economista Marcio Pochmann aponta os desafios do Brasil para aprofundar a redução das desigualdades sociais: hoje, o país é exemplo mundial de redução das desigualdades, mas o sistema tributário é injusto e impede um avanço mais rápido da distribuição de renda. Além disso, não há controle firme sobre a sonegação. "Os mais ricos não pagam impostos, e, quando pagam, pagam muito pouco. À medida que os ricos pagarem mais impostos, será possível reduzir os impostos para os mais pobres e tornar o sistema mais justo", aponta.

"Tivemos um caminho importante, mas ainda há muito a ser feito. Nos últimos anos, o Brasil melhorou a qualidade dos gastos públicos ao destinar dinheiro aos mais pobres, mas podemos observar a questão por outro lado, que é a melhoria da arrecadação tributária. O Brasil tem um sistema tributário em que a população de menor renda é a que paga, proporcionalmente, mais impostos. Afinal, quem ganha dois salários mínimos paga o mesmo preço e os mesmos impostos por um saco de arroz do que quem ganha muitos salários mínimos", explica Pochmann. Segundo o economista, quem ganha 30 salários mínimos por mês compromete cerca de 20% do que ganha na forma de impostos, menos da metade do que paga, proporcionalmente, quem ganha 2 salários mínimos.

Pochmann falou ainda sobre a importância do incentivo ao empreendedorismo e como a iniciativa de abrir o próprio negócio é uma opção importante para os universitários brasileiros. Confira, abaixo, a íntegra do comentário: