Você está aqui: Página Inicial / Economia / 2014 / 08 / Emprego público puxa 'expansão generalizada' do mercado de trabalho em 2013, diz MTE

Dados da Rais

Emprego público puxa 'expansão generalizada' do mercado de trabalho em 2013, diz MTE

Número de vagas criadas ficou próximo de 1,5 milhão, elevando o total para 48,9 milhões. Aumentou a participação das mulheres e de trabalhadores mais escolarizados. Renda cresceu
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 18/08/2014 16h43, última modificação 18/08/2014 19h54
Número de vagas criadas ficou próximo de 1,5 milhão, elevando o total para 48,9 milhões. Aumentou a participação das mulheres e de trabalhadores mais escolarizados. Renda cresceu
Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas
empre

Com quase 1,5 milhão de vagas formais criadas em 2013, Brasil recupera fôlego após 2012 morno

São Paulo – A criação de empregos formais em 2013 foi maior do que no ano anterior e chegou a quase 1,5 milhão de vagas (exatos 1.489.721), segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A variação foi de 3,14%, elevando o estoque para 48,9 milhões, mais que o dobro de 20 anos atrás – em 1994, o número de vagas chegava a 23,7 milhões.

Nestes últimos 20 anos, os piores resultados da Rais foram registrados em 1995 e 1996, quando a soma dos empregos criados atingiu 163 mil. Foram variações de 0,37% e 0,31%, respectivamente.

Melhor do que em 2012, o emprego formal ficou aquém de quase todo o período iniciado em 2003. Em três anos (2007, 2010 e 2011), o saldo foi superior a 2 milhões. No melhor ano, 2010, chegou a 2,8 milhões, crescimento de 6,94%.

Entre os setores, houve "expansão generalizada do emprego", segundo o MTE. O destaque foi o setor de serviços: 558.628 vagas, crescimento de 3,46%. A administração pública teve saldo de 402.966 (4,51%), enquanto o comércio abriu 284.939 (3,09%). A indústria de transformação melhorou em relação a 2012 e criou 144.411 postos de trabalho formais (1,77%), quatro vezes mais do que no ano anterior. Desempenho inferior tiveram a construção civil, com 59.987 vagas (2,12%), e a agricultura, com 15.307 (1,05%).

Segundo os dados da Rais, a dinâmica foi dada, principalmente, pelo emprego estatutário, que cresceu 4,85%, o correspondente a 415 mil postos de trabalho. O emprego celetista subiu 2,76% – 1,075 milhão.

No recorte por gênero, o nível de emprego entre as mulheres cresceu 3,91%, ante 2,57% para os homens. Com isso, a participação da mão de obra feminina aumentou  de 42,47%, em 2012, para 42,79%.

Os resultados da Rais mostram ainda diminuição do emprego para trabalhadores analfabetos ou com menos escolaridade – cresceu a participação da faixas com ensino médio em diante. Dos empregos criados em 2013, aproximadamente 600 mil foram para trabalhadores com ensino superior completo e 1,1 milhão, para aqueles com ensino médio completo.

O rendimento médio teve aumento real (acima da inflação) de 3,18% em relação a dezembro de 2012, atingindo R$ 2.265,71. A referência é o INPC-IBGE.