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Mercado de trabalho

Desemprego segue tendência estável e tem a menor taxa para março

Resultado se dá, principalmente, pela saída de pessoas do mercado. Formalização e renda crescem
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 17/04/2014 09h04, última modificação 17/04/2014 10h29
Resultado se dá, principalmente, pela saída de pessoas do mercado. Formalização e renda crescem
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado aumentou 2% em relação a março de 2013

São Paulo – A taxa de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas ficou estável de fevereiro para março, passando de 5,1% a 5%, no menor índice para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002. No ano passado, a taxa foi de 5,7%. O resultado foi divulgado na manhã de hoje (17) pelo IBGE. No primeiro trimestre, a taxa média foi de 5%, também a menor para o período.

Segundo o instituto, o número de desempregados foi estimado em 1,214 milhão, estável em relação a fevereiro e 11,6% a menos do que em março do ano passado – 159 mil a menos em 12 meses. Esse recuo se deu, basicamente, pela saída de pessoas do mercado de trabalho. Pelos dados do IBGE, a população economicamente ativa (PEA) diminuiu 0,6% ante março de 2013, o correspondente a menos 157 mil pessoas.

O total de ocupados (22,924 milhões) ficou estável nas duas comparações. E os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,675 milhões) aumentou 2% em relação a março de 2013, acréscimo de 233 mil empregos formais. Na mesma base de comparação, os empregados sem carteira (2,007 milhões) caíram 10,8%, com 242 mil a menos nessa condição. Os "com carteira" somam 50,9% do total de ocupados.

Também em 12 meses, aumentou o número de ocupados nos setores de educação, saúde e administração pública (1,5%, ou 58 mil a mais) e outros serviços (1,6%, ou 64 mil a mais). Caíram, principalmente, o comércio (-1,1 mil, menos 49 mil) e os serviços domésticos (-4,6%, 66 mil a menos).

O rendimento médio, estimado em R$ 2.026,60) não variou de forma significativa no mês, de acordo com o IBGE. Em relação a março do ano passado, cresceu 3%.